BIBLIOGRAFIA BRASILEIRA DE HISTÓRIA DA CIÊNCIA

 

A Bibliografia Brasileira de História da Ciência é realizada pelo Museu de Astronomia, sediado no Rio de Janeiro. O projeto começou a ser elaborado em 1996, tendo iniciado o trabalho de levantamento de dados em 1999. Ela reúne trabalhos sobre história da ciência publicados em português ou qualquer outro idioma, escritos por brasileiros ou estrangeiros, desde que publicados no Brasil. Dentre estes, incluem-se livros e artigos de autores estrangeiros publicados originalmente no exterior, traduzidos para o português e publicados no Brasil. Não constam, contudo, obras de autores brasileiros publicadas no exterior, mesmo em português.

Com relação ao tipo de material, fazem parte da bibliografia livros, capítulos de livros, artigos de periódicos, trabalhos completos apresentados em congressos e publicados em anais, além de teses de mestrado e doutorado. Não foram incluídos os resumos publicados nos cadernos de resumos de congressos, discursos e textos de abertura de congressos e publicações em geral, debates, notas informativas, notícias sociais e resenhas de livros. Com relação aos periódicos, constam apenas aqueles considerados especializados, excluindo os artigos publicados em jornais e revistas de grande circulação.

Para efeito da bibliografia, a história da ciência foi entendida em seu sentido mais amplo, abarcando ciência, medicina e tecnologia. Ela engloba as seguintes áreas:

1) historiografia, compreendendo metodologia, conceituação e história da história da ciência;
2) ensino da história da ciência;
3) fontes de informação, como depoimentos; arquivos e manuscritos; publicações científicas e bibliotecas; interpretação, análises e anotações de textos científicos; enciclopédias; museus e coleções científicas; inventários e bibliografias. Não constam, entretanto, livros e artigos científicos que se tornaram clássicos para a história da ciência, a não ser que recebam um tratamento historiográfico. O mesmo pode ser dito de reprodução fac-símile ou transcrição de relatórios de viagem, documentos manuscritos ou inéditos, correspondência etc., que não são incluídos, a menos que venham acompanhados de estudos sobre seu valor e significado.
4) Relatos de instituições e projetos relacionados à história da ciência ou à preservação da memória científica;
5) Inserção da ciência e tecnologia num sistema de concepção de mundo (weltschauung), formas do homem compreender o conhecimento, a natureza e a tecnologia;
6) Formas e processos de produzir e representar o conhecimento, incluindo epistemologia, metodologia da pesquisa científica, organização social da ciência, formas de representação da natureza e discurso científico;
7) Trajetórias individuais e institucionais, bem como construção e utilização de instrumentos e equipamentos científicos. Incluem-se os obituários e relatos pessoais (reflexões retrospectivas), considerados como biografias;
8) Abordagem histórica dos aspectos sociais da ciência, como sua relação com a economia, o estado e a sociedade de uma forma geral;
9) Abordagem histórica das relações humanistas da ciência, como a relação com a religião, música, literatura etc.
10) Abordagem histórica da comunicação entre ciência e sociedade, incluindo educação, ensino e divulgação de ciências, concepção popular da ciência, bem como a história da ciência no ensino de ciências.
11) História das várias áreas do conhecimento, como filosofia, matemática, ciências físicas (incluindo astronomia, física e matemática), ciências da terra, ciências biológicas, ciências humanas e sociais, engenharia e tecnologia, bem como ciências médicas.

Os instrumentos de trabalho foram elaborados de forma a garantir, sempre que possível, sua compatibilidade com a base de dados do History of Science and Technology file do Research Libraries Information Network (RLIN), acrescidos alguns campos e termos específicos, de forma a propiciar informações adicionais sobre a história da ciência no Brasil. A terminologia de assunto foi montada como base no English subject terms used in the HST file. A tradução para o português foi feita levando em conta as formas mais usuais utilizadas no Brasil. Foram incluídos, ainda, alguns termos que retratam a especificidade de trabalhos desenvolvidos no Brasil, ou onde há uma significativa concentração de artigos, como, por exemplo, méson pi, doença de Chagas, jesuítas, cultura indígena, positivismo etc.,

 

 

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