Arquivos Pessoais

O Arquivo de História da Ciência do Museu de Astronomia e Ciências Afins (AHC/MAST) tem como finalidade a preservação da memória da ciência brasileira dentro da sua área de atuação. Assim, a conservação, organização e digitalização dos arquivos pessoais e institucionais sob a guarda do MAST, estão de acordo com o objetivo finalístico do AHC e, portanto, da própria instituição.

A preservação desses acervos coaduna-se, assim, com os objetivos institucionais de preservação da memória brasileira. Afinal, os arquivos pessoais dos cientistas e os arquivos institucionais de órgãos de pesquisa, são fontes essenciais para a compreensão da história da ciência brasileira.

Particularmente no que se refere aos arquivos sob a guarda do MAST, o interesse é evidente, atraindo pesquisadores internos e externos nacionais e estrangeiros. Os arquivos pessoais pertencentes a cientistas e os arquivos de instituições, sobretudo das áreas das ciências exatas e da terra, tem muito a contribuir, lançando novas luzes sobre as suas respectivas atividades científicas, bem como, no caso dos arquivos pessoais, sobre a atuação das instituições a que pertenciam.

Henrique Morize
Henrique Charles Morize nasceu em 31 de dezembro de 1860 em Beaune (FR) e faleceu em 19 de março de 1930. Deixou a França para radicar-se no Brasil em 1874 e se naturalizou dez anos depois. Concluiu o curso de engenheira industrial em 1890, na Escola Politécnica do Rio de Janeiro, da qual foi catedrático de física experimental de 1898 a 1925. Ingressou no Observatório Nacional - ON, em 1891, no cargo de astrônomo. Entre 1908-1928 foi diretor da instituição. Além de diversos trabalhos publicados, Morize liderou o grupo de brasileiros que observou o eclipse em Sobral de 1919.
É precursor dos estudos sobre raios X e da climatologia no Brasil. Participou da Comissão Exploradora do Planalto Central em 1892, da Comissão Demarcadora de Limites do Brasil com a Argentina em 1902, e organizou e chefiou a missão brasileira que observou o eclipse do Sol, em 1919.
Participou da fundação da Sociedade Brasileira de Ciências, depois Academia Brasileira de Ciências, da qual foi o primeiro presidente.

DADOS DO ARQUIVO
Descrição: documentos sobre a atuação do titular no Observatório Nacional; nomeação como presidente da Sociedade Brasileira de Ciências, da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro e da Academia Brasileira de Ciências; trabalhos nas áreas da astronomia, física, meteorologia e sismologia, como estudos sobre raios X, declinação magnética e radiodifusão.
Datas limite: 1960 - 1978
Número de documentos:
Documentos textuais: 344
Documentos iconográficos: 481
Documentos cartográficos: 2
Situação do arquivo: em reorganização.



Jacques Danon
Jacques Abufalia Danon nasceu em 23 de agosto de 1924 em Santos (SP). Graduou-se pela Escola Nacional de Química (RJ) em 1947 e completou sua formação no Institute du Radium, em Paris. De volta ao Rio de Janeiro, colaborou em pesquisa desenvolvida na Escola Nacional de Química até 1957, ano em que foi para o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, onde criou laboratórios e desenvolveu pesquisas, notadamente, sobre o Efeito Mössbauer. Além de formar uma geração de físicos e organizar vários grupos de pesquisa, contribuiu para a datação de objetos arqueológicos brasileiros. Em 1986, assumiu o cargo de diretor do Observatório Nacional. Faleceu em 1989, em Paris.

DADOS DO ARQUIVO
Descrição: documentos sobre física, arqueologia e astronomia; atuação no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas e Observatório Nacional; trabalhos sobre o efeito Mössbauer.
Datas limite: 1953 - 1990
Número de documentos:
Documentos textuais: 7249
Documentos icongráficos: 445
Documentos impressos: 1155
Situação do arquivo: não disponível.

Lélio Gama
Lélio Itapuambyra Gama nasceu em 29 de agosto de 1892 no Rio de Janeiro (RJ). Diplomado engenheiro geográfico e engenheiro civil pela Escola Politécnica, onde foi catedrático de mecânica racional e livre-docente de astronomia e geodésia até 1949. Dedicou-se ao ensino de matemática na Faculdade Nacional de Filosofia e participou do Núcleo Técnico Científico de Matemática da Fundação Getúlio Vargas.
Ainda estudante de engenharia foi contratado calculador do Observatório Nacional, instituição que dirigiu de 1951 a 1967. Conciliou seu interesse pelas duas áreas, astronomia e matemática, ao assumir a direção do Instituto de Matemática Pura e Aplicada - IMPA, entre 1952 e 1965. Foi membro do Conselho Deliberativo do CNPq durante duas décadas. Faleceu em 1981 no Rio de Janeiro.

DADOS DO ARQUIVO
Descrição: documentos sobre astronomia e astrometria, gravimetria, matemática, instrumentos científicos, mecânica, sismologia e os eclipses de 1919 e 1966; correspondência com o U.S. Naval Observatory, NASA e International Astromical Union; informações sobre sua atuação como diretor do Observatório Nacional; documentos sobre o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, Academia Brasileira de Ciências, Observatório Magnético de Vassouras, CNPq e o Ano Geofísico Internacional.
Datas limite: 1897 - 1981
Número de documentos:
Documentos textuais: 1896
Documentos iconográficos: 208
Documentos cartográficos: 17
Documentos sonoros: 1
Documentos impresos: 391
Situação do arquivo: organizado e disponível para consulta, inventário publicado.

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Luiz Cruls
Louis Cruls nasceu em 21 de janeiro de 1848 na cidade de Diest (Bélgica), onde se formou em engenharia civil. Depois de uma breve passagem pelo Exército belga, Cruls mudou para o Brasil.
Em 1874 ingressou no Imperial Observatório do Rio de Janeiro como ajudante, depois se tornou astrônomo e foi nomeado diretor (1881-1908). A partir de 1888, foi professor catedrático de astronomia e geodésia da Escola Militar da Praia Vermelha e presidiu a Comissão de Exploração do Planalto Central do Brasil, encarregada de levantamento geológico e mineral da região, bem como da demarcação de local para futura capital do país. Também chefiou a delegação brasileira incumbida de estabelecer os limites entre o Brasil e a Bolívia.
Publicou diversos trabalhos em astronomia e ficou conhecido internacionalmente pelo pioneirismo na realização de observações astrofísicas e cometárias, e pela contribuição à climatologia.

DADOS DO ARQUIVO
Descrição: documentos sobre a vida pessoal e familiar de Luiz Cruls; acerca de sua trajetória profissional, com destaque para a atuação no Observatório Nacional e as viagens e expedições que participou representando o governo brasileiro.
Datas limite: 1868 - 1985
Número de documentos:
Documentos textuais: 362
Documentos iconográficos: 53
Documentos cartográficos: 2
Documentos impressos: 45
Documentos tridimensionais: 2
Situação do arquivo: organizado e disponível para consulta, inventário publicado.

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Bernhard Gross
Bernhard Gross nasceu em 22 de novembro de 1905 em Stuttgart (DE) e mudou para o Brasil em 1933. Engenheiro em física técnica e doutor em ciências naturais pela Technische Hochschule, trabalhou no Instituto Nacional de Tecnologia - INT, onde promoveu diversos cursos e se dedicou à metrologia, medidas elétricas e estudo dos dielétricos sólidos. Também desenvolveu pesquisas sobre raios cósmicos, radioatividade, viscoelasticidade e eletretos. Foi professor de diversas instituições, tendo recebido o título de doutor honoris causa da Universidade de São Paulo e, da Universidade Técnica de Darmstadt.
Foi membro fundador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, diretor da área de física do CNPq e da Divisão de Informações Científicas da Agência Internacional de Energia Atômica - AIEA, de 1966 a 1967, e da Comissão Nacional de Energia Nuclear - CNEN. Em 1971, tornou-se professor visitante do Departamento de Física e Ciências dos Materiais do Instituto de Física e Química da Universidade de São Paulo - São Carlos, cidade onde faleceu em 2002.

DADOS DO ARQUIVO
Descrição: documentos sobre suas pesquisas em eletricidade e física, e atividades na Agência Internacional de Energia Atômica, Instituto Nacional de Tecnologia, Comissão Nacional de Energia Nuclear , Universidade Federal Fluminense e Universidade de São Paulo - campus São Carlos.
Datas limite: aproximadamente, 1930-1990
Número de documentos:
Documentos textuais: 4 metros lineares
Situação do arquivo: organizado e disponível para consulta, inventário publicado.

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Cesar Lattes
Nasceu a 11 de julho de 1924 na cidade de Curitiba e faleceu em 2005 em Campinas.
Cesare Mansueto Giulio Lattes era conhecido simplesmente como Cesar Lattes. Formou-se em física pela Universidade de São Paulo - USP, em 1943, da qual foi professor, bem como da Universidade do Brasil/UFRJ, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas - CBPF e da Universidade Estadual de Campinas - Unicamp.
Seu reconhecimento científico internacional é decorrente da participação na descoberta e, depois, na detecção do méson-π (píon) no acelerador de partículas de Berkeley (EUA), em 1948. Emprestou seu prestígio para fundar o CNPq e o CBPF. O CNPq renomeou a principal base de dados de currículos do país em sua homenagem: a Plataforma Lattes.

DADOS DO ARQUIVO
Descrição: documentos sobre a trajetória profissional e do titular.
Datas limite: 1952 a 1995
Número de documentos:
Documentos textuais: 12
Documentos iconográficos: 2
Documentos impressos: 4
Situação do arquivo: não organizado.

Fernando de Souza Barros nasceu em 8 de setembro de 1929 em Recife (PE).
Graduado em engenharia civil pela Universidade do Recife em 1953 e doutor em física pela University of Manchester (RU) em 1960, começou a carreira acadêmica no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas.
Foi professor assistente e líder de grupo de pesquisa na Carnegie Mellon University (EUA), entre 1966 e 1971. É professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro desde 1971.
Foi presidente da Sociedade Brasileira de Física de 1983 a 1985 e o primeiro presidente da Federação Latino-Americana de Sociedades de Física (1984-85).

DADOS DO ARQUIVO
Descrição: documentos sobre as atividades acadêmicas do titular, tais como, trabalhos, cursos ministrados, correspondência profissional, relátorios de pesquisa, artigos publicados.
Datas limite: de 1953 a 1995, aproximadamente
Número de documentos:
Documentos textuais: 10,24 metros lineares
Situação do arquivo: não organizado.


Francisco M. de Oliveira Castro
Nascido no Rio de Janeiro em 1902, formou-se em Engenharia pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro onde posteriormente lecionou Matemática e Física. Atuou como docente também na Universidade do Distrito Federal. A partir de 1939 trabalhou no Instituto de Tecnologia, atual INT, à convite de Bernard Gross, no Laboratório de Medidas Elétricas. Participou da fundação do CBPF e da Fundação Getúlio Vargas. Foi membro da Academia Brasileira de Ciências desde 1939. Faleceu em 1993.

DADOS DO ARQUIVO
Situação do arquivo: não organizado.

George Bemski
George Bemski nasceu em Varsóvia, em 20 de maio de 1923, e faleceu no Rio de Janeiro, em 30 de dezembro de 2005. Passou sua infância e adolescência na capital polonesa, até 1939. Fugindo do nazismo com a família, após rodar a Europa, embarcou para a América Latina com a intenção de se estabelecerem na Argentina. Os planos mudaram, porém, quando aportaram no Brasil.
Em 1949, Bemski obteve o BSc na Universidade da Califórnia, Berkeley, e em 1953 o PhD na mesma universidade. Em 1960, quando estava no ITA, em São José dos Campos, recebeu convite do Acadêmico José Leite Lopes para trabalhar no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), onde ficou pouco tempo. Na época, o seu interesse pela Biofísica era manifesto, e ele estava dando início aos trabalhos nessa área, utilizando a técnica de EPR. Logo viajou para os Estados Unidos, onde trabalhou como pesquisador no Albert Einstein College of Medicine, Bronx, em Nova Iorque.
Na década de 1970 trabalhou no Instituto Venezolano de Investigaciones Científicas (IVIC), e manteve colaboração com o Departamento de Física da PUC/RJ. Seu trabalho já estava diretamente ligado aos estudos de proteínas, em particular da hemoglobina e do papel dos sítios de ferro da molécula. Mesmo no IVIC, a influência de Bemski na formação de uma geração de biofísicos brasileiros foi enorme, orientando pesquisadores ativos que puderam expandir a área em outras instituições nacionais. Quando retornou ao Brasil, em fins da década de 1970, aí já definitivamente, Bemski sempre se mostrou um motivador de grande personalidade. Sua contribuição foi fundamental para o desenvolvimento da pesquisa em Biofísica, não só na PUC/RJ, como no CBPF, como pesquisador, professor e orientador. Em 1983, foi eleito membro da Academia Brasileira de Ciências.
Durante algumas décadas, Bemski estudou o comportamento dos sítios heme da hemoglobina, contribuindo para a compreensão da cooperatividade que ocorre na absorção de oxigênio pela hemoglobina. Seu interesse abrangia vários aspectos da Biofísica, como as questões relacionadas com a teoria da evolução por seleção natural e suas implicações no nível molecular, particularmente nos processos evolutivos associados à hemoglobina. Com mais de uma centena de importantes trabalhos publicados e dezenas de teses defendidas sob sua orientação, Bemski foi um dos fundadores da pesquisa biofísica em institutos de Física no Brasil.

DADOS DO ARQUIVO
Situação do arquivo: em fase de avaliação documental, não estando organizado, portanto ainda não aberto para consulta. Mais informações junto ao Arquivo de História da Ciência (arquivo@mast.br).

Hervásio Guimarães de Carvalho nasceu em 10 de julho de 1916 em Araguari (MG). Diplomou-se em Química Industrial, em 1935, na Escola de Engenharia de Pernambuco, onde obteve a cátedra de Físico-Química e Eletroquímica, em 1946. Participou da fundação do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, do qual foi pesquisador titular desde 1950. Doutor em Engenharia Nuclear pela Universidade da Carolina do Norte (EUA), foi diretor da Comissão Nacional de Energia Nuclear. Faleceu em 17 de novembro de 1999 no Rio de Janeiro (RJ). Procedência: doado ao MAST pelo titular em 1997.

DADOS DO ARQUIVO
Âmbito e conteúdo/resumo: documentos que retratam a formação acadêmica e a vida profissional do titular na Comissão Nacional de Energia Nuclear - CNEN e no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq, suas premiações, trabalhos e eventos.
Incorporações: espera-se acréscimos doados pela família.
Unidades de descrição relacionadas:
Arquivo CNPq
Arquivo Bartyra Arezzo
Comissão Nacional de Energia Nuclear - CNEN
Situação do arquivo:

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Jayme Tiomno
Jayme Tiomno nasceu no Rio de Janeiro, em 16 de Abril de 1920 e faleceu na mesma cidade em 12 de Janeiro de 2011.
Fez a maior parte do curso secundário em Muzambinho, MG, completando-o no Colégio Pedro II, Rio de Janeiro. Obteve o bacharelado de Física em 1941 na Faculdade Nacional de Filosofia. Em 1942, já contratado como Assistente da Cadeira de Física Geral e Experimental regida pelo Acadêmico Joaquim da Costa Ribeiro, auxiliando-o em seu trabalho sobre Efeito Termodielétrico.
Em 1946 Tiomno obteve uma bolsa da USP para estudos pós-graduados com o Acadêmico Mario Schenberg. Em 1947 foi contratado pela USP como Assistente de Física Teórica, na cadeira de Schenberg. Em 1948, Tiomno ganhou uma bolsa de estudos na Universidade de Princeton, EE.UU onde obteve o Ph.D. (meados de 1950).
Descobriu em colaboração com o seu orientador John A. Wheeler a universalidade das interações fracas, seu trabalho de maior repercussão. Durante anos foi denominada triângulo de Tiomno-Wheeler a representação introduzida por esses autores, dessas interações com três pares de partículas nos vértices de um triângulo.
Entre 1949-1950 trabalhou com E.P. Wigner e com C.N. Yang, futuros prêmios Nobel, respectivamente sobre teorias dos neutrinos e interação universal de Fermi.
A década de 1950 foi um dos períodos mais produtivos de Tiomno, quando publicou mais de 20 trabalhos, sobretudo na área da física de partículas. Nesse mesmo período, fundou o CBPF junto com Cesar Lattes e José Leite Lopes, onde foi professor titular. Em uma conferência nos Estados Unidos, em 1960, previu a existência de ressonância nos mésons (partículas das interações fortes, que asseguram a estabilidade do núcleo do átomo), mais tarde comprovada experimentalmente. Foi a primeira ressonância mesônica prevista e descoberta.
Em 1965 Tiomno participou da implantação do Instituto de Física da Universidade de Brasília (como Coordenador). Após o colapso dessa Universidade ele concorreu à Cátedra de Física Superior da USP, obtendo-a. Sua carreira na USP e no CBPF foi interrompida por ter sido atingido em 1969 pelo AI-5, só tendo voltado ao CBPF em 1980.
Em 1971-1972, impossibilitado de trabalhar no Brasil, Tiomno aceitou um contrato conjunto da Universidade de Princeton e do Instituto de Estudos Superiores de Princeton. Centrou então suas atividades em Teoria da Gravitação e Eletromagnetismo publicando doze trabalhos sozinho ou em colaboração com o grupo de J.A. Wheeler.
Em 1973, conseguiu voltar para o Rio de Janeiro para lecionar na Pontifícia Universidade Católica (PUC). Lá formou um novo grupo, em gravitação e campos não-abelianos. Com a colaboração de antigos associados, J. J. Giambiagi e C. G. Bollini e outros, publicou cerca de 10 trabalhos, alguns sobre campos não-abelianos e cópias. Em 1980 ele foi recontratado pelo CBPF que lhe concedeu em 1992, o título de Pesquisador Emérito. Lá ele se uniu ao grupo de M. Novello e I. D. Soares e fundou o Departamento de Relatividade e Partículas (DRP) no qual publicou, com vários colaboradores, mais de 15 trabalhos, principalmente sobre modelos cosmológicos de Godel e de Szekeres e sobre física dos quarks.
Tiomno foi um dos maiores cientistas brasileiros dos últimos 50 anos e foi contemporâneo de uma geração de renomados físicos brasileiros como César Lattes, José Leite Lopes, Oscar Sala, Mário Schenberg e Marcelo Damy, além de ter convivido com os mais experientes físicos estrangeiros de seu tempo.

DADOS DO ARQUIVO
Situação do arquivo: não organizado.

Nasceu em 8 de julho de 1906 na cidade do Rio de Janeiro. Diplomado engenheiro mecânico-eletricista, em 1928, na Escola Nacional de Engenharia da Universidade do Brasil.
Iniciou suas atividades de pesquisa em 1940, no Departamento de Física da Faculdade Nacional de Filosofia, com trabalhos sobre minerais radioativos. Em 1944, descobriu o efeito termodielétrico, que ficou conhecido como efeito Costa Ribeiro.
Foi membro do Conselho Deliberativo e da Comissão de Energia Atômica do CNPq, e integrou diversas comissões científicas, dentre as quais para elaborar o projeto de estatuto da Agência Internacional de Energia Atômica - AIEA, da qual foi diretor da Divisão de Intercâmbio e Treinamento. Faleceu na cidade do Rio de Janeiro em 29 de julho de 1960.

DADOS DO ARQUIVO
Descrição: documentos sobre aspectos da sua vida pessoal e profissional na área da física, destacando suas pesquisas e atividades na Comissão de Energia Atômica do CNPq e sua atuação na Agência Internacional de Energia Atômica.
Datas limite: 1925 a 1960
Número de documentos:
Documentos textuais: 531
Documentos iconográficos: 124
Documentos impressos: 178
Situação do arquivo: organizado e disponível para consulta, com instrumento de pesquisa impresso.

Maurice Bazin
Maurice Jacques Bazin nasceu em Paris, em 1934 e faleceu no Rio de Janeiro, em 25 de Outubro de 2009.
Maurice Bazin formou-se em Física pela École Polytechnique de Paris, alcançando posteriormente os títulos de Ph.D. em física nuclear experimental de altas energias, pela Stanford University, em 1962, Docteur en Sciences pela Université de Paris, França, 1975, e Honorary Doctor of the University pela Open University da Inglaterra, em 1993. Bazin lecionou, entre outras instituições, na Universidade de Évora/Portugal, na Universidade de Lisboa, na Princeton e Rutgers/Estados Unidos, na UNICAMP/São Paulo e na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Além do trabalho nas universidades, coordenou cursos e oficinas de treinamento para professores de Ciências na África (Angola, e Guiné Bissau) e para professores e operários no Chile durante o governo de Salvador Allende (1970/73). Nos anos 70 e 80 cooperou ainda nas revistas Science for the People e Nature, nesta última como corresponDente em Portugal e no Brasil.
Trabalhou em vários países e acabou por fixar residência no Brasil a partir de 1979, sempre atuando com base em sua tese de que a ciência deve ser ensinada de forma não elitista e que deve estar acessível a todos. Foi professor da UNICAMP e do Departamento de Física da Universidade Católica do Rio de Janeiro, colaborando intensamente com o Professor Pierre Lucie, dedicando-se à melhoria do sistema de ensino de física básica. Foi pioneiro na divulgação científica e na formação de professores de ciências. Na década de 1980, participou ativamente na fundação do primeiro museu interativo de ciências do Rio de Janeiro, o Espaço Ciência Viva. De volta aos Estados Unidos na década de 1990, dividiu seu tempo entre o Teacher Institute do Exploratorium, em São Francisco, e as Oficinas Comunitárias de Ciência na Califórnia e no Brasil, onde organizou treinamentos de professores de ciências e participou da revista Ciência Hoje das Crianças. Nesse período foi também membro da Comissão Científica do Pavilhão dos Conhecimentos - Centro Ciência Viva de Lisboa, Portugal.
Depois de se aposentar como professor, mudou-se para Florianópolis, onde, entre outras atividades, trabalhou no Grupo de Percepção da Casa da Colina, promovendo oficinas de ciências para jovens, crianças e professores. Colaborou também com o jornal A Noticia de Santa Catarina e no jornal da comunidade do Campeche, onde foi também diretor de educação e cultura da Associação dos Moradores (AMOCAM). Ainda em Florianópolis, foi membro do Instituto de Política Linguística (IPOL), onde assessorou o programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA) do Município. Maurice também participou da formação de professores indígenas, como assessor do Instituto Socioambiental (ISA), da Operação Amazônia Nativa (OPAN) e do Comitê Assessor de Pesquisa Institucional (CAPI), onde assessorou os povos indígenas do Alto Rio Negro no reencontro de suas etnomatemáticas.
Em 2007, voltou a residir no Rio de Janeiro e retomou uma colaboração ativa com o Espaço Ciência Viva, além de assessorar professores de Física no Instituto Nacional de Surdos e Mudos.
Em seu trabalho, Bazin empregou técnicas pedagógicas e vivências para fazer com que os participantes das oficinas descobrissem como percebem o mundo físico e como ele funciona ao nosso redor. Com essa percepção, Maurice possibilitou uma forma de aprendizado no qual o conhecimento fica mais próximo do cotidiano e, portanto, mais acessível ao cidadão comum. Além da formação de professores e da criação de novas metodologias e formas de ensino de ciências no Brasil, Maurice contribuiu, com seu trabalho, para a democratização do acesso ao conhecimento e para a popularização da ciência.

DADOS DO ARQUIVO
Situação do arquivo: em fase de avaliação documental, não estando organizado, portanto ainda não aberto para consulta. Mais informações junto ao Arquivo de História da Ciência (arquivo@mast.br).

Mario Giambiagi
MG nasceu na Argentina em 25 de novembro de 1928. Na Universidad de Buenos Aires (UBA) concluiu a graduação (1954) e o doutorado (1960) em Físico-Química, onde lecionou como professor assistente concursado, entre 1955-1966. Em 1961 ingressou no CBPF, convidado por Jacques Danon, retornando frequentemente à Argentina, onde ainda mantinha vínculos com a UBA. Entre 1963 e 1966 participou, junto com o professor Feliz Cernuschi, da organização do Departamento de Física da Faculdade de Engenharia da UBA. Em 1966 pediu demissão, por conta de intervenção na universidade, decretada pelo regime militar argentino, no dia 28 de julho de 1966. Em 1967 atuou no Instituto Argentino de Radioastronomia Pereyra Iarola, trabalhando como pesquisador, subvencionado pelo Centro Latino Americano de Física (CLAF) e em 1968, exilado na Itália com a esposa, trabalha como professor visitante do Gruppo Chimica Teorica, em Roma, no Consiglio Nazionale delle Richerche. Entre 1970 e 1976 trabalhou como pesquisador do Departamento de Física/Faculdade de Ciências Exatas na Universidad Nacional de La Prata. Cassado pelos militares argentinos em 1976, passa a viver em Recife, onde leciona como professor visitante no Departamento de Física da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
Ainda em 1976, MG é contratado pelo CBPF, sendo efetivado como pesquisador no ano seguinte, onde permaneceu até a aposentadoria.
Além da sua grande produção científica, publicou vários artigos sobre Ensino de Física e Química, e sobre política científica; alguns desses trabalhos, sempre com idéias originais, apareceram na revista Ciência e Cultura (32, 161 (1980); 35, 1442 (1983); 37, 1815 (1985). Delineou também algumas notas biográficas sobre cientistas, inclusive uma memorável, "Recordando Moise Haissinsky", grande radioquímico, sucessor de Irene Joliot-Curie no Institut du Radium de Paris, e orientador de Jacques Danon. Mario foi um dos pioneiros da Química Quântica na América Latina e um dos que assinaram a Ata de Fundação da Sociedade Brasileira de Química, em São Paulo, no dia 8 de julho de 1977.
Mario Giambiagi, pesquisador titular no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, faleceu no Rio de Janeiro no dia 8 de março de 2002.

DADOS DO ARQUIVO
Descrição: documentos pessoais e documentos sobre pesquisas em Física e Química Quântica, incluindo a participação do titular como pesquisador e professor da Universidad de Buenos Aires, Universidad Nacional de La Prata, Universidade Federal de Pernambuco e no CBPF.
Datas limite: 1946 - 2002
Número de documentos: 276
Documentos textuais: 2,6 metro linear
Documentos impressos: ND
Documentos tridimensionais: 0
Situação do arquivo: Não organizado e disponível para consulta mediante agendamento.

Roberto Martins
Nascido em 1950 em Juiz de Fora, Roberto Martins é físico, com doutorado em Lógica e Filosofia da Ciência pela UNICAMP e pós-doutorado em História da Ciência por Oxford e Cambridge. Foi professor do Departamento de Raios Cósmicos do Instituto de Física da UNICAMP até 2010, quando se aposentou, e atualmente é professor visitante da Universidade Federal de São Carlos. Com relevantes trabalhos nas áreas de Filosofia da Ciência e História da Ciência.

DADOS DO ARQUIVO
Datas limite: ND
Número de documentos:
Documentos textuais: 33 metros lineares
Situação do arquivo: não organizado, disponível para consulta mediante agendamento.

Bartyra Arezzo
Bartyra de Castro Arezzo nasceu em 14 de janeiro de 1924 em Joao Neiva (ES). Bacharelou-se em química pela Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil em 1946, obtendo o título de doutor pela Universidade do Estado da Guanabara em 1965, ano em que se tornou livre docente de físico-química e química superior nessa última instituição.
Trabalhou no Instituto de Engenharia Nuclear, no Instituto Nacional do Câncer, na Comissão Nacional de Energia Nuclear, no Instituto Militar de Engenharia. Em 1969, assumiu a chefia da Divisão de Química do Instituto de Engenharia Nuclear, IEN.

DADOS DO ARQUIVO
Descrição: documentos sobre sua atuação na área de química e na Comissão Nacional de Energia Nuclear; formação acadêmica, trabalhos, publicações, fotografias e correspondências; e participação em eventos.
Datas limite: 1947 - 1995
Número de documentos:
Documentos textuais: 1 metro linear
Documentos tridimensionais: 6
Situação do arquivo: organizado e disponível para consulta, inventário publicado.

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Elisa Frota-Pessoa
Elisa Esther Maia Frota-Pessôa teve uma atuação destacada no campo da educação matemática. Ainda muito jovem casou-se, antes de entrar para a Faculdade Nacional de Filosofia – Universidade do Brasil, no curso de Física, com Oswaldo Frota Pessoa, que foi seu professor no ginásio. Durante o curso da Faculdade teve dois filhos: Sonia Frota-Pessôa (hoje física) e Roberto Frota-Pessôa (hoje médico).
Em 1942, ainda estudante, Elisa começou a auxiliar Joaquim Costa Ribeiro em suas pesquisas com minerais radioativos. Em 1944 foi nomeada assistente da Cadeira de Física Geral e Experimental. Em 1948 passou um ano na USP pesquisando, com bolsa de estudo. Voltou para o Rio em 1949 reassumindo a Faculdade Nacional de Filosofia – Universidade do Brasil e trabalhando no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas do qual Elisa Frota-Pessôa é membro fundador e autora do primeiro trabalho científico nele realizado (com a colaboração de Neusa Margem, atualmente Amato). Foi Chefe da Divisão de Emulsões Nucleares do CBPF de 1949 a 1964 (exceto nos anos em que trabalhou no exterior: 1958/1959 no "University College" em Londres, no grupo de H.S.Burhop).
Trabalhando em pesquisa no CBPF e dando aulas na Faculdade Nacional de Filosofia – Universidade do Brasil teve a oportunidade de levar para o CBPF, seus alunos da Faculdade, onde tiveram aulas práticas de Física. Com esta iniciativa Elisa ampliou o contato entre os cientistas e os alunos. Jayme Tiomno, com quem se casou em segundas núpcias, havia criado um laboratório de ensino no CBPF onde esses alunos estagiavam. Esta aproximação de alunos da Faculdade com o Centro foi de grande importância para a formação de novos físicos. A partir de 1964 esta aproximação foi se tornando mais difícil até ser impedida pelo regime militar.
Entre 1968 e 1969 Elisa reformou o laboratório de emulsões da USP para estudo de espectroscopia nuclear.
Em 1969 foi aposentada pelo AI-5 na Faculdade e afastada do CBPF juntamente com Jayme Tiomno e José Leite Lopes.
Em 1975 Elisa Frota iniciou a montagem de um laboratório de emulsões na PUC com o auxílio de Ernst Hamburger do IFUSP.
Em 1977, como membro do Departamento de Física Experimental do IFUSP, continuou o trabalho na PUC em colaboração com o IFUSP. Em 1980 reassumiu os trabalhos no CBPF implantando um laboratório de emulsões nucleares para estudo de espectroscopia nuclear. Em 1992 foi aposentada compulsoriamente por idade e neste mesmo ano recebeu o título de Pesquisador Emérito do CBPF, o que lhe permite continuar pesquisando, já com cinco netas (uma bioquímica, uma historiadora da arte, uma economista, uma estudante de Engenharia e uma cursando o 2º Grau) e mais seis bisnetos.

DADOS DO ARQUIVO
Situação do arquivo: em fase de levantamento documental, não estando ainda aberto para consulta. Mais informações entrar em contato com o Arquivo de História da Ciência do MAST (arquivo@mast.br).

Estela Kaufmann
Nascida a 22 de julho de 1933 no Rio de Janeiro, Estela Kaufman Fainguelernt (doravante EK) graduou-se em Licenciatura e Bacharelado em Matemática pela Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil (1955), onde teve a oportunidade de ser aluna de alguns dos mais renomados professores de matemática da universidade e do país, tais como José Abdelhay e Leopoldo Nachbin, na cadeira de Álgebra, Joaquim da Costa Ribeiro, em Física, e em Geometria Moema Sá Carvalho e Maria Laura Mouzinho Leite Lopes. Posteriormente cursou o Mestrado em Matemática pela Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia (COPPE), da UFRJ, na área de sociedade e tecnologia ligada ao Departamento de Sistemas de Informações, onde obteve o título em 1981, com a dissertação intitulada "Um Modelo Matemático para o Estudo das dificuldades apresentadas pelos alunos do 2º grau na Resolução de Sistemas Lineares". O Doutorado em Engenharia de Sistemas e Computação também foi realizado na COPPE/UFRJ, onde EK obteve o título com a tese "Representação do Conhecimento Geométrico através da Informática", defendida em 1996.
No início da carreira de docente trabalhou em diversas escolas públicas e privadas. Paralelamente, Estela continuou a investir em sua formação matemática, participando de cursos promovidos pelo Serviço de Aperfeiçoamento e Difusão do Ensino Médio (SADEM) e, em 1972 e 1973, de especializações em diversas disciplinas no Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA): Análise, Álgebra Linear, Equações Diferenciais e Variáveis Complexas. Possivelmente esta procura tenha vindo em resposta às necessidades do início de sua carreira no ensino superior em 1971, como professora-assistente nas cadeiras "Introdução a Topologia" e "Introdução ao Estudo das funções de Variável Complexa", na então Associação Universitária Santa Úrsula, que posteriormente veio a tornar-se Universidade Santa Úrsula (USU), que hoje já não existe.
Nos mais de trinta anos de trabalho na USU, EK desenvolveu diversos projetos de pesquisas ligadas à Educação Matemática. Foi coordenadora do curso de licenciatura em Matemática e lá compôs a Comissão de Reformulação dos Currículos de Licenciatura do curso (1985/86), além de ser coordenadora do Mestrado.
Estela Kaufmann lecionou, por cerca de 10 anos, no curso de Matemática da Universidade Estácio de Sá (UNESA). Nessa instituição também veio a ocupar a coordenação do curso. No período de 2000 até 2004 trabalhou no Centro Universitário da Cidade (UNIVERCIDADE), ministrando na graduação as disciplinas Matemática I e II no curso de Markentig. Em 2010 e 2011, lecionou no Centro Educacional Serra dos Órgãos (UNIFESO), em Teresópolis, no interior do Rio de Janeiro, no curso de Licenciatura em Matemática, matérias como Análise Matemática, Álgebra Linear e Geometria. A partir de 2002 passou a lecionar na Universidade Severino Sombra (USS).
Foi ainda uma das sócias fundadoras da Sociedade Brasileira de Educação Matemática (SBEM), criada em janeiro de 1988, e foi diretora da Regional do Rio de Janeiro (SBEM-RJ) no período em que este estado sediou o VII Encontro Nacional de Educação Matemática (2001).
Desde a segunda metade dos anos 80 fez parte no grupo de trabalho para estudar e planejar o programa para o vestibular do Centro de Seleção de Candidatos ao Ensino Superior do Grande Rio (CESGRANRIO), instituição que na época gerenciava a seleção unificada da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (UFRJ/UERJ/CEFET/ENCE), onde também atuou como avaliadora na correção das provas discursivas de matemática. Posteriormente, também foi avaliadora na correção de provas do vestibular isolado da UFRJ. Nos anos 90, também atuou na equipe que organizava as provas de vestibular da Universidade Santa Úrsula, bem como compôs banca do concurso para Contador e Fiscal de Atividades Econômicas da Secretaria Municipal de Administração e, dos concursos públicos para o cargo de professor nos Departamentos da UERJ, UFRJ e UFF.
Cabe ressaltar o seu trabalho na Secretaria Estadual de Educação e Cultura do Estado do Rio de Janeiro (SEEC), no chamado Laboratório de Currículos, onde foi membro da equipe autora do Projeto de Reformulação de Currículos – Suplência (de quinta a oitava séries do primeiro grau) e também do segundo grau. Foi membro da equipe responsável pelos subsídios para Conteúdos Programáticos de Matemática e da equipe que elaborou a "Proposta Curricular, de Matemática" das fases para o ensino Supletivo. Na ocasião, participou de vários dos então chamados "treinamentos" de professores da rede estadual de ensino. Diversas foram as suas participações em grupos de trabalhos (GT) e apresentações em Encontros e Congressos de professores de Matemática no Brasil e no exterior. Dentre eles, o International Congress Mathematic Education (ICME), Psychology of Mathematics Education (PME), e vários dos Encontros Nacionais de Educação Matemática (ENEM). Através de suas apresentações e seus trabalhos, ficou reconhecida nacional e internacionalmente.

DADOS DO ARQUIVO
Situação do arquivo: recentemente doado, está em fase de levantamento documental, não estando ainda aberto para consulta. Mais informações entrar em contato com o Arquivo de História da Ciência do MAST (arquivo@mast.br).

Feiga Rosenthal
Feiga Rebeca Tiomno Rosenthal nasceu em 27 de dezembro de 1922 no Rio de Janeiro (RJ). Em 1943, obteve o bacharelado em química pela Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil. No Instituto Nacional de Tecnologia - INT foi responsável pelo Laboratório de Amido, de 1965 a 1982, e chefe da Divisão de Estudos e Prospecção em Química Industrial, de 1990 a 1995.
Foi também chefe de pesquisas do Conselho Nacional de Pesquisas - CNPq, de 1969 a 1974, e pesquisadora dessa instituição nos períodos de 1977 a 1979 e de 1991 a 1993.

DADOS DO ARQUIVO
Descrição: documentos sobre o trabalho com amido de mandioca e álcool do babaçu no Instituto Nacional de Tecnologia; sua participação no Conselho Regional de Química; registro de patente; estudode gomas nacionais. Datas limite: 1938 - 1998
Número de documentos:
Documentos textuais: 740
Documentos icongráficos: 79
Documentos impressos: 72
Situação do arquivo: organizado e disponível para consulta, inventário publicado.

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Ivone de Almeida
Ivone de Almeida nasceu em Portugal em 7 de fevereiro de 1933. Em 1956, formou-se na Escola Nacional de Química da Universidade do Brasil. Entre 1957 e 1966 atuou como pesquisadora-assistente no Centro Brasileiro de Pesquisa Físicas - CBPF e, a partir de 1966, no Instituto de Engenharia Nuclear - IEN, onde ocupou vários cargos sempre na sua área de formação. Trabalhou também na Nuclebrás e na Comissão Nacional de Energia Nuclear - CNEN.

DADOS DO ARQUIVO
Descrição: a documentação registra alguns aspectos da atuação profissional e acadêmica de Ivone dos Anjos nas áreas da química e da energia nuclear.
Datas limite: 1950 e 1990
Número de documentos:
Documentos textuais: 82
Documentos iconográficos: 2
Documentos impressos: 45
Situação do arquivo:

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Maria Laura Leite Lopes
Maria Laura Mouzinho Leite Lopes, nasceu a 18 de janeiro de 1917 na cidade de Timbaúba (PE).
Ingressou na Universidade do Distrito Federal - UDF poucos dias antes de seu fechamento, tendo sido transferida para a Faculdade Nacional de Filosofia - FNFi, em 1939, onde concluiu a graduação (1942) e iniciou a carreira como professora assistente da Universidade do Brasil. Defendeu a tese "Espaços Projetivos Reticulado de seus subespaços" para obtenção da Livre-Docência de Geometria, em 1949, na época a única possibilidade de obter o título de doutor. Catedrática interina, exerceu a função de efetiva no Instituto de Matemática da UFRJ/ Universidade do Brasil até abril de 1969, quando foi aposentada pelo AI-5 e teve de deixar o país em companhia do marido, o físico José Leite Lopes. Na França, trabalhou no Institut de Recherches sur l'Enseignement des Mathématiques, desenvolvendo pesquisas sobre os problemas da educação matemática. Com a anistia, voltou à UFRJ em 1980.
Contribuiu de forma decisiva para a formação de várias gerações de físicos e matemáticos, como para o aprimoramento do ensino da disciplina, participando ativamente de palestras, congressos e outros eventos nacionais e internacionais. Também participou da criação do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, do qual foi membro do Conselho Deliberativo e professora, e é associada da Academia Brasileira de Ciências desde 1952.

DADOS DO ARQUIVO
Descrição: a documentação destaca a trajetória profissional e acadêmica da titular na área do ensino da matemática.
Datas limite: 1949 a 2008
Número de documentos:
Documentos textuais: 274
Documentos iconográficos: 4
Documentos impressos: 23
Situação do arquivo: em organização.

Susana Lehrer de Souza Barros
Susana Lehrer de Souza Barros, nasceu em 2 de fevereiro de 1929, na cidade de Santa Fé na Argentina, a aproximadamente 450 km de distância de Buenos Aires, cidade para onde se mudou e cresceu até se formar em Física pela Universidade de Buenos Aires em 1952.
Em 1953, aos 24 anos, recebeu um convite para estagiar na Universidade de São Paulo (USP), onde iniciou seus estudos sobre radiação cósmica com o físico austríaco Kurt Sitte. Permaneceu trabalhando com o grupo de pesquisa por dois anos, quando, para realizar observações de raios cósmicos, viajou ao Laboratório de Chacaltaya, situado a 5.000 metros de altitude, nas proximidades da cidade de La Paz na Bolívia.
Foi nesse período que conheceu seu marido, Fernando de Souza Barros, com quem viajou mais tarde para a Inglaterra para a realização de pós-graduação, dando continuidade ao estudo experimental de partículas elementares no acelerador de Liverpool, onde concluiu sua tese sobre o decaimento radioativo do méson pi, pela Universidade de Manchester em 1960. Na Inglaterra, Susana teve seu filho Nicolas de Souza Barros, violonista e professor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), em 1956.
Em 1964, o casal Souza Barros se mudou para a cidade de Pittsburgh nos Estados Unidos, onde Susana atuou como professora e pesquisadora, mudando seu campo de pesquisa para a área de magnetismo em baixas temperaturas. Em 1970, regressou ao Brasil, tendo sido professora na Universidade de Brasília (UnB), na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), e, a partir de 1976, no Instituto de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IF-UFRJ), onde se aposentou em 1998 e continuou trabalhando como professora especial até seu falecimento em 24 de outubro de 2011.
Susana foi uma das pioneiras da pesquisa em Ensino de Física no Brasil, contribuindo de forma ímpar para sua consolidação no país desde a sua participação no III Simpósio Nacional de Ensino de Física (SNEF), promovido pela Sociedade Brasileira de Física (SBF) em 1976. Seu interesse pela educação científica tem origem em sua atuação em projetos para alunos de minorias raciais nos Estados Unidos, ainda na década de 1960, onde atuou no Programa Upward Bound do Departamento de Educação americano, quando, a partir de então, cada vez mais se afastou da área de Física para se dedicar ao seu ensino.
Ao longo de sua vida se dedicou à melhoria do ensino de física no país, sobretudo às problemáticas do ensino de física universitário e da formação do professor de física. Sob influência de referenciais piagetianos, conduziu estudos com crianças sobre concepções alternativas (ou espontâneas) de conceitos físicos. Atenta às inovações e pioneira na discussão sobre uso de tecnologias no ensino, nunca deixou de valorizar o papel do professor da escola básica, tendo realizado vários projetos voltados tanto para formação docente como para estratégias de ensino-aprendizagem, em especial o Projeto Fundão pela melhoria do ensino de física.

DADOS DO ARQUIVO
Descrição: documentos sobre ensino de Física e a participação da titular em eventos da área.
Datas limite: 1967 - 2010
Número de documentos: 175
Documentos textuais: 0,26 metro linear
Documentos impressos: 14
Documentos iconográficos: 8
Situação do arquivo: organizado e disponível para consulta, inventário em elaboração.

Amoroso Costa
Manuel Amoroso Costa nasceu em 13 de janeiro de 1885 no Rio de Janeiro (RJ). Em 1905, formou-se engenheiro civil pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro. Um ano depois, obteve o grau de bacharel em ciências físicas e matemática.
Foi livre docente de astronomia e geodésia na Escola Politécnica e um dos fundadores da Sociedade Brasileira de Ciências (mais tarde, Academia Brasileira de Ciências), na qual assumiu a seção de ciências matemáticas, em 1923. Ministrou curso de geometria não euclidiana na Universidade de Paris.
Faleceu em 3 de dezembro de 1929, juntamente com outros professores da Escola Politécnica, num desastre aéreo na baía da Guanabara durante as comemorações do regresso de Santos Dumont ao país.

DADOS DO ARQUIVO
Descrição: documentos sobre a participação de Amoroso Costa no IHGB, Associação Brasileira de Educação e na Academia Brasileira de Ciências; notas de aulas e palestras; cadernetas de observação de astrônomos; correspondência; tese sobre a formação de estrelas duplas.
Datas limite: 1901 - 1961
Número de documentos:
Documentos textuais: 105
Documentos iconográficos: 22
Documentos cartográficos: 1
Documentos impressos: 21
Situação do arquivo: organizado e disponível para consulta, inventário publicado.

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Leopoldo Nachbin
Leopoldo Nachbin nasceu em 7 de janeiro de 1922, em Recife. Diplomou-se na Escola Nacional de Engenharia em 1943, mas optou pela matemática após frequentar aulas na Faculdade Nacional de Filosofia - FNFi, ambas da Universidade do Brasil.
Aos dezenove anos publicou o primeiro artigo científico nos Anais da Academia Brasileira de Ciências; em 1943, tornou-se professor assistente da FNFi e, em 1948, livre-docente de análise matemática. Projetou-se no exterior devido aos trabalhos pioneiros sobre espaços vetoriais topológicos. Foi professor visitante das universidades de Chicago, Princeton, Brandeis, Paris e assumiu a cátedra George Eastman Professor of Mathematics na University of Rochester (EUA), em 1967.
Foi membro fundador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas - CBPF e do Instituto de Matemática Pura e Aplicada - IMPA, de onde se afastou em 1971. Retornou à FNFi, instituição na qual permaneceu até sua aposentadoria em 1982, quando se vinculou novamente ao CBPF. Faleceu em 1993 no Rio de Janeiro.

DADOS DO ARQUIVO
Descrição: documentos sobre o concurso para professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro; diplomas, nomeações, títulos e honrarias recebidas; textos de conferências e trabalhos apresentados em eventos; álbum de recorte de jornais sobre sua trajetória; atividades na universidade de Paris; íntegra de diversos trabalhos publicados.
Datas limite: 1943 - 1995
Número de documentos:
Documentos textuais: 86
Documentos iconográficos: 31
Documentos impressos: 81
Situação do arquivo: arquivo organizado e disponível para consulta, inventário publicado.

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Oscar Matsuura
Oscar Toshiaki Matsuura nasceu em 7 de abril de 1939 em Álvares Machado (SP).
Bacharel em Filosofia (1962) pela Faculdade de Filosofia N. Sra. Medianeira (Nova Friburgo, RJ) e em Física pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade Mackenzie (SP), onde também obteve o título de Mestre em Astrofísica (1972). Em 1976 concluiu o doutorado em Astronomia no Instituto Astronômico e Geofísico da Universidade de São Paulo - IAG-USP.
Fez pós-doutorado no departamento de Astrogeofísica da University of Colorado, em 1979, e se tornou livre docente do IAG-USP em 1990, de onde é aposentado.

DADOS DO ARQUIVO
Descrição: documentos sobre as atividades profissionais do titular, incluindo trabalhos publicados e inéditos, correspondência diversa, documentos sobre o cometa Halley, teses orientadas, entre outros. Possui material iconográfico e sonoro.
Datas limite: aproximadamente de 1970 a 1990
Número de documentos:
Documentos textuais: 22 metros lineares
Situação do arquivo: não organizado.

Rio Nogueira
Rio Nogueira nasceu em 7 de dezembro de 1922, na cidade do Rio de Janeiro. Formou-se em Matemática (1942) e Engenharia Civil (1948) pela Universidade do Brasil, doutorando-se em Matemática pela Escola Nacional de Agronomia da Universidade Rural do Rio de Janeiro.
A carreira de Rio Nogueira foi conjugada entre trabalhos diversificados, dividindo-se entre a docência, as pesquisas, os estudos técnicos e as atuações em entidades de classe. A docência universitária de Rio Nogueira foi das mais profícuas, iniciada em 1944, aos 22 anos, como professor do curso de Cálculo de Probabilidades oferecido pela Universidade do Brasil. Em 1949, Rio Nogueira foi habilitado no concurso para professor catedrático da 1ª cadeira de Matemática da Escola Nacional de Agronomia da Universidade Rural. Além das instituições já citadas, Rio Nogueira lecionou em importantes instituições de ensino de Matemática e Estatística, tais como: a Fundação Getúlio Vargas (FGV); a Escola Nacional de Ciências Políticas e Econômicas, vinculada ao IBGE; a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ; e a Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE), entre 1953 e 1960, onde foi um dos professores fundadores.
Ao longo de sua vida profissional, Rio Nogueira desempenhou diversas funções técnicas, boa parte delas de forma concomitante à docência: trabalhou como Meteorologista no Ministério da Agricultura, entre 1942 e 1945; exerceu as funções de Atuário em várias instituições, entre elas o Ministério do Trabalho, como membro do Conselho Atuarial; no Departamento de Estatística e Atuária do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Estivadores e Transportes de Cargas (IAPETC), onde foi, além de atuário, diretor. Atuou ainda no Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), instituição criada a partir da fusão de vários institutos de previdência existentes no país, para onde se transferiu em 1966.
A comprovar ainda sua atuação pioneira na área previdenciária, com participação na organização de parte relevante da estrutura previdenciária brasileira, colaborou também na criação e implementação de planos de previdência nos institutos previdenciais dos governos da Guanabara, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Brasília e Santa Catarina e dos municípios de Salvador/BA, Taubaté/SP e Campo Grande/MT. A proeminência que ganhou em virtude da qualidade de seus trabalhos o levou também a auxiliar o governo brasileiro em questões da área, tendo atuado em diversas comissões governamentais sobre o tema, além de assessorar o Ministério do Planejamento em assuntos técnicos de economia, previdência e cálculo atuarial. Faleceu no Rio de Janeiro em 29 de maio de 2005.

DADOS DO ARQUIVO
Descrição: documentos que destacam aspectos da vida pessoal e profissional no âmbito das esferas pública e privada, como docente nas áreas de Matemática e Estatística e como Atuário.
Datas limite: 1933 a 2011
Número de documentos:
Documentos textuais: 1.218
Documentos iconográficos: 156
Documentos impressos: 71
Documentos tridimensionais: 23
Situação do arquivo: organizado e disponível para consulta, inventário publicado.

Clique aqui para acessar o inventário.

Helmut Sick

Ornitólogo e naturalista alemão naturalizado brasileiro, nascido em 1910 em Leipzig, Alemanha, Helmut Sick é considerado o maior ornitólogo brasileiro (embora nascido na Alemanha) tanto pela extensão de sua obra quanto pelo trabalho sistemático realizado ao longo de mais de 50 anos de atividades no Brasil, ele descobriu e descreveu inúmeras espécies novas de aves tropicais. Além de ser o primeiro a escrever de maneira mais aprofundada sobre as aves brasileiras ameaçadas de extinção, contribuindo com seu engajamento para a preservação do habitat dessas espécies.
O arquivo pessoal de Helmut Sick, sob a guarda do MAST e em processo de organização pela equipe do Arquivo de História da Ciência, é composto por cerca de 20.000 documentos (entre textuais, iconográficos – fotos e desenhos - e impressos). Estes registros estão grafados em várias línguas, entre elas o inglês, o espanhol e o alemão, além do português.
Sick estudou nas universidades de Koenigsberg, Munique, Leipzig e Berlim, e trabalhou no Instituto de Pesquisas Médicas do atual Instituto Max Planck (1937-1938). Depois mudou-se para a seção de ornitologia do Museu de Zoologia da Universidade de Berlim (1938), onde colaborou na elaboração do Handbuch der Deutschen Vogelkunde e de um atlas das aves do Velho Mundo (1939). Fez sua primeira viagem ao Brasil (1939) como membro da expedição do Museu de Berlim chefiada por Adolf Schneider¹ , com a missão de coletar material ornitológico e estudar espécies raras como o mutum Crax blumenbachii e o jacu-de-estalo Neomorphus geoffroyi. Neste período contraiu malária no Espírito Santo, doença que portaria de forma crônica por toda a vida. Em 1940 foi nomeado diretor da seção de ornitologia do Museu Nacional de Viena, que guardava na Europa a maior coleção de aves sul-americanas. Por ocasião da II Guerra foi preso (1942), acusado de atividades subversivas a favor da Alemanha nazista, primeiro na ilha das Flores e depois na ilha Grande, ambas no Rio de Janeiro, onde continuou suas pesquisas até ser libertado (1944). Ao fim da guerra radicou-se no país, sendo contratado como naturalista da Fundação Brasil Central (1946), e, posteriormente, pelo Museu Nacional do Rio de Janeiro como pesquisador (1960), onde se aposentou em 1981. Em 1982 iniciou sua obra mais importante: Ornitologia brasileira, uma Introdução publicada em 1985. Originalmente escrita em alemão, foi depois traduzida para o português e inglês. No livro, Sick descreve grande parte da avifauna brasileira conhecida até então.
Pela importância e reconhecimento do seu trabalho, Sick recebeu diversas homenagens e prêmios, além de ter participado de diversas associações e entidades de estudo e defesa das aves, cujo mais importante foi o Comitê Ornitológico Internacional, como único representante do Brasil, entre 1958 e 1986.
Comandou expedições por todas as regiões do Brasil, escreveu vários livros e artigos, catalogou mais de 3000 exemplares de aves, 840 de mamíferos e répteis, 860 de artrópodes e 870 de plantas. Coletou mais de dez novas unidades taxionômicas de plantas e mais de cinqüenta de animais. Em sua última grande expedição (1978), descobriu a pátria da arara-azul, a Anodorhynchus leari, no Raso da Catarina, Bahia. Promovido a professor titular da Universidade do Brasil, depois UFRJ, ficou até se aposentar (1981), falecendo no Rio de Janeiro a 5 de março de 1991.

* Os registros documentais dessa expedição encontram-se sob a guarda do MAST no arquivo do Conselho de Expedições Artísticas e Científicas no Brasil (CFE), já organizados e publicados em inventário.

DADOS DO ARQUIVO
Descrição: documentos sobre ornitologia e ecologia, incluindo a participação do titular em estudos observações, eventos, entidades, expedições cujo principal objetivo era a observação e a pesquisa sobre pássaros, sobretudo brasileiros.
Datas limite: 1912 - 1991
Número de documentos:
Documentos textuais: 2,7 metro linear
Documentos impressos: ND
Documentos tridimensionais: 6
Situação do arquivo: Não organizado e disponível para consulta mediante agendamento.

Luiz de Castro Faria
Luiz de Castro Faria nasceu em 5 de julho de 1913, em São João da Barra (RJ), e faleceu em Niterói, em 2004. Graduou-se em biblioteconomia e museologia em 1936, mesmo ano em que ingressou no Museu Nacional - UFRJ onde seguiu a carreira acadêmica, em paralelo com as atividades docentes na Universidade Federal Fluminense.
Destacou-se pelos trabalhos de campo no litoral sul do país, inaugurados pela Expedição à Serra do Norte (MT) em 1938, chefiada pelo etnólogo francês Claude Lévi-Strauss.
Publicou uma centena de trabalhos científicos, foi fundador e primeiro presidente da Associação Brasileira de Antropologia e lecionou na Université de Paris e no London College.

Acervo virtual
O Acervo Virtual Luiz de Castro Faria é resultado do trabalho realizado pela equipe do projeto História da Antropologia no Acervo Luiz de Castro Faria, entre 2004 e 2006.

DADOS DO ARQUIVO
Descrição: destacam-se fotografias da Expedição à Serra do Norte em 1938, chefiada pelo etnólogo francês Claude Lévi-Strauss.
Número de documentos:
Documentos iconográficos: 800
Situação do arquivo: não organizado.

Olympio da Fonseca
Olympio Oliveira Ribeiro da Fonseca nasceu em 7 de maio de 1895 no Rio de Janeiro (RJ). Graduou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1915, de onde foi professor, e obteve seu doutorado em ciências pela Universidade do Distrito Federal. Recebeu o título de doutor honoris causa da Université de Paris em 1952.
Foi diretor do Instituto Oswaldo Cruz de 1949 a 1953, membro do Conselho Deliberativo do CNPq, bem como fundador e primeiro diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, entre 1954 e 1955. Publicou cerca de cento e cinquenta trabalhos, entre artigos, conferências e livros, sobre micologia, parasitologia, protozoologia, etiologia de doenças como a gripe e a febre amarela, biogeografia e ainda acerca da história da ciência.
Faleceu em 19 de abril de 1978, no Rio de Janeiro.

DADOS DO ARQUIVO
Descrição: documentos, principalmente iconográficos, sobre sua atuação na Fundaçao Oswaldo Cruz, com destaque para fotografias de viagens e medalhas recebidas.
Datas limite: 1884 - 1998
Número de documentos:
Documentos textuais: 79
Documentos iconográficos: 1077
Documentos tridimensionais: 35
Situação do arquivo: organizado e disponível para consulta, inventário publicado.

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Simon Schwartzman
Nascido em Belo Horizonte, em 03 julho de 1939. Graduado em Sociologia Política e Administração Pública pela UFMG (1961), mestre em Sociologia pela Faculdade Latino Americana de Ciências Sociais – FLACSO (Santiago do Chile, 1963) e Ph.D em Ciências Políticas pela Universidade da Califórnia (Bereley, 1973).
Schwartzman trabalhou como professor e pesquisador do Instituto de Pesquisas Universitárias do Rio de Janeiro – IUPERJ (1976-1980) e da Fundação Getúlio Vargas no mesmo período. Atuou ainda como professor da UFMG (1961-1964) e da USP (1989-1998), dentre outras instituições acadêmicas no Brasil e no exterior.
Tem relevantes trabalhos em diversos campos do saber, particularmente no campo da Sociologia e História da Ciência. Simon Schwartzman foi ainda Presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no período de 1994 a 1998.

DADOS DO ARQUIVO
Números de documentos:
Documentos textuais: 0,8 metros lineares
Situação do arquivo: a documentação sob guarda do MAST pertencente ao arquivo pessoal de Simon Schwartzman é composta 0,8 metros lineares de documentos não estando organizado e, portanto, disponível para consulta. Mais informações junto ao Arquivo de História da Ciência do MAST (arquivo@mast.br).

Alexandre Girotto
Natural de Recife (PE), Alexandre Girotto nasceu em 16 de março de 1902. Formado em 1925 pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro, ingressou no mesmo ano no Serviço Geológico e Mineralógico do Brasil e participou de várias comissões ligadas a mineralogia.
Em 1953, foi designado responsável pela equipe de brasileiros que foram à França fazer treinamento na área de extração de urânio. Depois disso, Girotto trabalhou na produção da primeira amostra brasileira de urânio metálico nuclearmente puro, com minério extraído de Poços de Caldas.

DADOS DO ARQUIVO
Descrição: documentos sobre energia nuclear, incluindo a participaçao do titular no programa de processamento de urânio do CNPq.
Datas limite: 1938 - 1998
Número de documentos:
Documentos textuais: 0,21 metro linear
Documentos impressos: 18
Documentos tridimensionais: 4
Situação do arquivo: organizado e disponível para consulta, inventário publicado.

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Allyrio de Mattos
Allyrio Hugueney de Mattos nasceu em Cuiabá (MT), em 29 de julho de 1889. Formou-se em Engenharia Civil pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro em 1913. Atuou em diversos projetos na sua área de formação entre os anos de 1914 e 1925.
Em 1914, iniciou a carreira docente na Escola Politécnica do Rio de Janeiro, como assistente da cadeira de Topografia e, a partir de 1930, foi professor de Astronomia e Geodésia. Foi também chefe do Departamento de Engenharia Geográfica.
Na área de Cartografia, atuou no Conselho Nacional de Geografia, atual IBGE, onde foi diretor da Divisão de Cartografia nos períodos de 1950-1951 e 1954-1959. Entre 1917 e 1938, trabalhou como astrônomo no Observatório Nacional.
Faleceu em 6 de janeiro de 1975.

DADOS DO ARQUIVO
Descrição: documentos sobre aspectos da vida pessoal e da trajetória profissional de Allyrio de Mattos, nas áreas de Engenharia, Astronomia e Geografia e a sua atuação na Escola Politécnica, no Observatório Nacional e no IBGE.
Datas limite: 1926 a 1993
Número de documentos:
Documentos textuais: 20
Documentos iconográficos: 9
Documentos impressos: 18
Situação do arquivo: organizado e disponível para consulta, inventário publicado.

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Antônio Mc Dowell

Nascido em 1937 em Belém (PA), Antônio Maria Amazonas Mac Dowell era engenheiro aeronáutico, formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) em 1961. Em 1963 tornou-se mestre em ciências aeronáuticas pela École Nationale Supérieure de l'Aéronautique de Paris.
Durante as décadas de 1960 e 1970, Mac Dowell atuou como professor no próprio ITA, pelo qual havia se graduado, e nas Universidades Federal de Pernambuco e Federal da Paraíba, atuando nos cursos de engenharia mecânica e civil. Na Universidade Federal da Paraíba atuou ainda como Pró-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa. Entre 1975 e 1976 atuou na FINEP, coordenando o Programa de Energia Solar ali existente. Já entre 1979 e 1985 atuou no Ministério da Educação, onde exerceu as funções de Coordenador dos Programas de Bolsas da CAPES e de Subsecretário de Desenvolvimento da Educação Superior. Mac Dowell trabalhou ainda diretamente no Ministério da Ciência e Tecnologia entre os anos de 1985 e 1989 e, posteriormente, entre 1992 e 1998, onde exerceu distintas funções, dentre elas a de Secretário-Executivo do Ministério. Na esfera das instituições vinculadas ao Ministério exerceu diversas atividades administrativas, ocupando, por exemplo, a Presidência do Conselho de Administração do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI) e presidente do Conselho Fiscal da FINEP. Ainda no âmbito do MCT, entre 1999 e 2004 foi Diretor de Planejamento, Orçamento e Administração da Agência Espacial Brasileira (AEB).
Internacionalmente, atuou, a partir de 1994, como representante do governo brasileiro no Inter American Institute for Global Change (IAI), instituição que conta com a participação de governos do continente americano com o intuito de estudar as alterações ambientais, particularmente as resultantes da ação humana, tendo presidido esse instituto no ano de 2000. Foi premiado com a Ordem Rio Branco, do Ministério das Relações Exteriores e com a Ordem Nacional do Mérito Científico, outorgada pela Presidência da República. Antônio Mac Dowell faleceu em 16 de julho de 2008.

DADOS DO ARQUIVO
Situação do arquivo: em fase de levantamento documental, não estando ainda aberto para consulta. Mais informações entrar em contato com o Arquivo de História da Ciência do MAST (arquivo@mast.br).

Carlos Gomes Filho
Nasceu em 1902 na cidade de Campos dos Goytacases (RJ) e faleceu em 1986.
Ingressou na Escola de Minas em Ouro Preto em 1924, tendo concluído o curso de Engenharia de Minas e Civil em 1930. No período trabalhou como auxiliar no Posto Meteorológico do local.
Iniciou a carreira como engenheiro siderúrgico na Companhia Belgo Mineira, em Sabará. Dedicou-se integralmente à geologia após entrar para o Serviço Geológico e Mineralógico do Brasil e Departamento Nacional da Produção Mineral - DNPM.

DADOS DO ARQUIVO
Descrição: documentos sobre a trajetória do titular na área de geologia, principalmente, textos impressos de sua autoria.
Datas limite: 1935 a 2003
Número de documentos:
Documentos textuais: 10
Documentos iconográficos: 33
Documentos cartográficos: 3
Documentos impressos: 36
Situação do arquivo: não organizado.

Christóvão Cardoso
João Christóvão Cardoso nasceu no Rio de Janeiro (RJ) em 1903 e faleceu em setembro de 1980.
Formado em medicina, química e ciências físicas, foi livre docente de física biológica da Faculdade Nacional de Medicina e catedrático de físico-química e química superior da Faculdade Nacional de Filosofia - FNFi, onde ocupou a vice-diretoria entre 1954 e 1957.
Membro fundador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, sócio da Academia Brasileira de Ciências e presidiu o então Conselho Nacional de Pesquisas, CNPq, entre 1957 e 1961.

DADOS DO ARQUIVO
Descrição: fotografias referentes a acontecimentos do período que ocupou a presidência do CNPq e da Academia Brasileira de Ciências.
Datas limite: 1948 - 1961
Número de documentos:
Documentos iconográficos: 86 fotografias
Situação do arquivo: não organizado.

Eugen Hussak
Nasceu na Áustria em 1856 e faleceu em Caldas, Goiás, em 1911.
Formado em universidades da Áustria e da Alemanha, mudou-se para o Brasil onde trabalhou na Comissão Geográfica e Geológica de São Paulo (1887-1895) e participou da Comissão de Exploração do Planalto Central, também conhecida como Comissão Cruls, para prospecção geológica e mineral da região, assim como para a escolha do local da nova Capital.
Pioneiro da petrografia microscópica, estudou a gênese de jazidas e descreveu novas espécies minerais do Brasil, tais como, a Lewisita, Gorceivista, Zirketelita, Tripuita e Derbylita. Publicou diversos trabalhos sobre as rochas alcalinas da Bacia do Ribeira e do planalto de Poços de Caldas; os minerais satélites de diamante, os vieiros auríferos, os minerais das terras raras; a platina, o paládio e zircônio, dentre outros.

DADOS DO ARQUIVO
Descrição: documentos sobre a trajetória pessoal e profissional do titular nas áreas de geologia e petrografia, incluindo a correspondência (língua alemã) com a família e tratando de assuntos comerciais, como textos impressos relativos a sua área de atuação.
Datas limite: 1876 a 1956
Número de documentos:
Documentos textuais: aprox. 467
Documentos iconográficos: 72
Documentos cartográficos: 6
Documentos impressos: 66
Situação do arquivo: não organizado.

Henry B. Lins de Barros
Henry British Lins de Barros nasceu em 8 de junho de 1917 em Recife (PE). Faleceu no Rio de Janeiro.
Formou-se em eletrônica e telecomunicações pela Marinha do Brasil, na qual chegou ao posto de vice-almirante.
Foi chefe de gabinete do Instituto Nacional de Patente Industrial - INPI, bem como membro-fundador e diretor do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas.

DADOS DO ARQUIVO
Descrição: documentos sobre a atuação no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, no Instituto Nacional de Patente Industrial e na Associação Brasieleira de Telecomunicações; inclui documentos administrativos, discursos, palestras, correspondência, fotografias, dentre outros.
Datas limite: aproximadamente, década de 1950 a 1990
Número de documentos:
Documentos textuais: 7,68 metros lineares
Documentos iconográficos: 240
Situação do arquivo: não organizado.

Luiz Cantanhede
Luiz Cantanhede de Carvalho Almeida nasceu no Rio de Janeiro, em 18 de agosto de 1876. Ingressou na Escola Politécnica do Rio de Janeiro em 1896, onde se diplomou engenheiro civil em 1898.
Em 1909, tornou-se professor substituto de Economia Política e Portos do Mar da instituição, e, em 1912, de Topografia e Astronomia, quando foi efetivado no cargo. Em 1937, assumiu a direção da Escola Nacional de Engenharia, a antiga Politécnica.
Desde o início de sua carreira, conciliou as atividades docentes com a atuação no setor privado: diretor da fábrica de fósforos Serra do Mar; representante da Empresa Fluminense de Força e Luz em Barra do Piraí e Vassouras; presidente da Companhia Cantareira de Barcas; e representante da empresa The Great Western of Brazil Railway junto ao governo federal. Faleceu em 1940.

DADOS DO ARQUIVO
Descrição: documentos sobre sua vida familiar, homenagens e discursos; nomeações e portarias e outros documentos acerca das atividades na Escola Politécnica; documentos sobre a participação em comissões e cargos ocupados na iniciativa privada.
Datas limite: 1883 a 2005
Número de documentos:
Documentos textuais: 47
Documentos iconográficos: 30
Documentos cartográficos: 15
Documentos impressos: 16
Documentos tridimensionais: 16
Situação do arquivo: organizado e disponível para consulta, inventário publicado.

Clique aqui para acessar o inventário.

Mário Amoroso
Mário Donato Amoroso Anastácio nasceu em 18 de maio de 1919, em Rio Pomba (MG), e faleceu em 11 de dezembro de 2009, no Rio de Janeiro.
Formou-se em Agronomia pela Escola Superior de Agricultura em Viçosa (1939-1944). Em 1945, tornou-se químico agrícola do Instituto de Óleos do Serviço Nacional de Pesquisas Agronômicas do Ministério da Agricultura, permanecendo até 1950. Foi assistente de Espectrografia do Laboratório de Física da Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil (1948-1950), professor associado do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, onde ocupou o cargo de Chefe da Divisão de Eletrônica e Chefe Interino do Departamento Técnico (1951-1955). Em 1957 foi admitido na Comissão Nacional de Energia Nuclear, tendo sido diretor do Instituto de Engenharia Nuclear, entre 1965 e 1969. Dirigiu o Instituto de Conservação da Natureza dessa Secretaria (1972-1973) do Conselho Estadual da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado da Guanabara, da qual foi membro entre 1968 e 1973.

DADOS DO ARQUIVO
Descrição: a documentação contempla aspectos da trajetória pessoal e profissional do titular, sobretudo sua atuação na Comissão Nacional de Energia Nuclear, Instituto de Engenharia Nuclear, Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas e suas atividades na área do meio ambiente.
Datas limite: 1925 a 1999
Número de documentos:
Documentos textuais: 1.764
Documentos iconográficos: 616
Documentos cartográficos: 75
Documentos impressos: 95
Situação do arquivo: em organização.

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Octávio Cantanhede
Octávio Cantanhede nasceu em 30 de abril de 1913, no Rio de Janeiro. Formou-se na Escola Politécnica em 1932, inicialmente em Engenharia Geográfica e em 1935 em Engenharia Civil.
Recém formado, trabalhou na Divisão Técnica da companhia Estrada de Ferro Central do Brasil e completou o curso de Topografia. Em 1941, tornou-se o mais jovem professor catedrático de Topografia da Escola Politécnica, onde lecionou até 1973.
Em 1945 foi nomeado diretor da Escola Politécnica, cujo mandato era de três anos. A partir de 1951, foi um dos organizadores da Escola Fluminense de Engenharia, hoje integrante da Universidade Federal Fluminense.
Foi presidente do Clube de Engenharia, do Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura, bem como do CREA-RJ.

DADOS DO ARQUIVO
Descrição: documentos que destacam aspectos da vida pessoal e profissional no âmbito das esferas pública e privada, na Escola Politécnica e na Escola Fluminense de Engenharia.
Datas limite: 1935 a 2005
Número de documentos:
Documentos textuais: 399
Documentos iconográficos: 133
Documentos impressos: 32
Documentos tridimensionais: 30
Situação do arquivo: organizado e disponível para consulta, inventário publicado.

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Orlando da F. Rangel Sobrinho
Orlando da Fonseca Rangel Sobrinho nasceu no Rio de Janeiro em 29 de Maio de 1907. Graduado em Engenharia Química pelo Instituto Militar de Engenharia em 1935. Durante a década de 1950 foi Diretor do Setor de Pesquisas Químicas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

DADOS DO ARQUIVO
Situação do arquivo: não organizado.

Witold Lepecki
Natural da Polônia, mas radicado no Brasil desde a infância, Witold Lepecki possui graduação em Engenharia Civil pela Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais (1958), especialização em Ciências e Técnicas Nucleares pela Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais(1960) e doutorado em Physique Nucléaire Approfondie Option Ph Reacteurs pela Université de Paris Faculté D'orsay (1965).
Desenvolveu suas atividades nas mais variadas áreas ligadas à energia nuclear: Engenharia Nuclear, Segurança Nuclear, Reatores Avançados, Transferência de Tecnologia, Gestão do Conhecimento. Atuou em instituições tais como a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), NUCLEBRÁS, ELETRONUCLEAR E NUCLEN, participando efetivamente da implementação do Programa Nuclear Brasileiro a partir da década de 1970.
Publicou o livro INTRODUÇÃO À GERAÇÃO NÚCLEO-ELÉTRICA, pelo Instituto de Pesquisas Radioativas (IPR/UFMG). Lepecki recebeu por seu trabalho as seguintes distinções: Ordem Nacional do Mérito Científico – Presidência da República do Brasil, Medalha Carneiro Felipe - Presidência da CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear), Membro Titular da ANE (ACADEMIA NACIONAL DE ENGENHARIA/Brasil), Ordre National Du Mérite – Presidência da República Francesa, "Fellow" da ANS (AMERICAN NUCLEAR SOCIETY). Membro da INEA (INTERNATIONAL NUCLEAR ENERGY ACADEMY), tendo atuado como especialista da avaliação e das ações pós-acidente nuclear de Chernobyl.

DADOS DO ARQUIVO
Situação do arquivo: em fase de avaliação documental, não estando organizado, portanto ainda não aberto para consulta. Mais informações junto ao Arquivo de História da Ciência (arquivo@mast.br).

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