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Samba no pé e tecnologia nas mãos

Palestra abordou as múltiplas possibilidades de diálogo entre cultura, tecnologia e carnaval

  • Publicado: Terça, 29 de Maio de 2018, 10h40
  • Última atualização em Terça, 29 de Maio de 2018, 11h58

Foliões fantasiados, carros alegóricos grandiosos, samba enredo na ponta da língua e muita alegria na apoteose. Tradicionalmente, todas essas características estão associadas aos desfiles das escolas de samba cariocas, na Marquês de Sapucaí. Porém, a cada ano que passa, a tecnologia ganha mais papel de destaque na avenida, compondo os inúmeros enredos e adereços que contribuem para o carnaval continuar sendo a festa mais celebrada no Brasil.

Para abordar esse assunto tão popular aos cariocas, o grupo de pesquisa Território, Ciência e Nação, do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), coordenado pela pesquisadora Moema Vergara, realizou no último dia 24, a palestra Tecnofolia: Ciência e Tecnologia no Desfile das Escolas De Samba, ministrada pelo professor da UERJ, e Diretor do Grêmio Recreativo Escola de Samba União da Ilha do Governador, Rafael dos Santos.

A palestra, que teve transmissão ao vivo pelo site do MAST e na página do museu no Facebook, foi repleta de cultura e interatividade. O professor exibiu trechos de sambas inspirados na ciência, além de imagens nos desfiles que contaram com inovações tecnológicas e protagonizaram cenas inesquecíveis. Rafael dos Santos também explicou como as agremiações com mais dificuldades financeiras podem competir com as escolas que usam e abusam do glamour e da tecnologia, na Sapucaí.

- A inovação, que é algo primordial na ciência e na tecnologia, sempre compôs o universo de todas as escolas. Os enredos maravilhosos de Joãosinho Trinta tinham muito de inovação, como bacias, papel de colocar brigadeiro e docinhos como adereço em carros alegóricos etc. É preciso ser criativo, ainda mais quando o dinheiro é curto. Além disso, o talento dos passistas, ritmistas e demais componentes é o primordial, assim como a qualidade da equipe de barracão, sempre muito criativa na busca por soluções.

O debate contou também com duas presenças ilustres no auditório. O Engenheiro Civil Edson Marcos G. de Andrade, integrante da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), coordena os serviços de engenharia na avenida e na Cidade do Samba. Ele destacou o trabalho de segurança que é realizado para preservar a integridade física dos componentes das escolas, profissionais da imprensa e dos espectadores no sambódromo. Outro que prestigiou a palestra foi Paulinho Barbudo, responsável por redesenhar o brasão da União da Ilha do Governador, na década de 1970. Paulinho deu detalhes de como foram pensados e executados os traços que compõem a tradicional bandeira da agremiação.

No final do encontro, Rafael dos Santos aproveitou para falar da emoção de realizar o debate na instituição: "O MAST e o Observatório Nacional integram a minha memória afetiva. Já participei de uma banca de qualificação de doutorado há uns anos atrás também. Fico muito feliz de ver a instituição viva e realizando eventos diversos, pois este é um papel fundamental de comunicação com o público, difusão de conhecimentos e de criação de novos projetos e ações", concluiu o professor.

 

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