Julho | 2014 • Boletim Mensal • 13ª edição

Caro leitor,

No mês, em que é comemorado o 45º aniversário do primeiro pouso tripulado na Lua, o Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST) convida Naelton Mendes de Araújo, astrônomo e especialista em Astronáutica, para proferir a palestra "Viagem à Lua e a mente do homem". Será um Programa de Observação do Céu especial!

Vale a pena conferir qual será a participação do MAST na 66ª Reunião Anual da SBPC que acontecerá de 22 a 27 de julho de 2014, no campus da Universidade Federal do Acre (UFAC), em Rio Branco, no Acre. Além da programação da Jornada PIBIC e a inauguração da exposição Leonardo da Vinci: Maravilhas Mecânicas em Recife.

Veja como foi a programação do Museu durante a Copa do Mundo, e as palestras do MAST Colloquia e Encontro com a História realizadas no mês de junho. Confira o artigo de Daniela Carvalho Sophia e Mayla Ramos Saldanha; e outro de Bruno Capilé e Moema de Rezende Vergara.

No papo de cúpula desta edição, Patrícia Figueiró Spinelli, astrônoma do MAST, fala sobre o projeto Galileo Mobile que acontecerá, neste ano, no Brasil e na Bolívia. E nas dicas sustentáveis, confira uma experiência bem sucedida com o reflorestamento de espécies nativas e a recuperação de pastagens degradáveis na reserva Humaitá, no Acre, que vem ganhando destaque nacionalmente há alguns anos.

O destaque desse mês do projeto A Ciência que eu faço, é o vídeo do ecologista Francisco Samonek que trabalha a extração de borracha com comunidades indígenas do Acre que já tem essa tradição. Ele conta que, nesse processo, acabou aprendendo mais do que ensinando.

Venha conhecer um pouco mais dos trabalhos realizados no MAST!

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VALE A PENA CONFERIR

Recife recebe pela 1ª vez Leonardo da Vinci

A partir de 18 de julho, a exposição itinerante do MAST entra em cartaz no Memorial de Medicina.
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Museu de Astronomia participa da 66ª Reunião Anual da SBPC

Nesta edição, o MAST irá participar da SBPC Jovem, do Dia da Família na Ciência e da programação científica. Além da realização de atividades de divulgação científica, serão gravadas entrevistas com pesquisadores para o projeto “A Ciência que eu Faço”.
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MAST promove Programa de Observação do Céu especial

No dia 23 de julho, o Museu de Astronomia receberá Naelton Mendes de Araújo, astrônomo e especialista em Astronáutica, que proferirá a palestra "Viagem à Lua e a mente do homem". Em seguida, os visitantes serão convidados a observar o céu a olho nu ou utilizando a centenária Luneta Equatorial de 21 cm e um telescópio refletor 8 polegadas de abertura.
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Papo de Cúpula
Patrícia Figueiró Spinelli | Pesquisadora do MAST

Patrícia Figueiró Spinelli é astrônoma e Pesquisadora Adjunta em Ciência e Tecnologia do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST). É uma das idealizadoras do projeto Galileo Mobile, criado em 2008 para celebrar o Ano Internacional da Astronomia, que aconteceria no ano seguinte. A ideia partiu de Philippe Kobel, astrônomo suíço que na época fazia seu doutorado na Alemanha.

Patrícia conta que Philipe enviou um e-mail à rede de estudantes de Astronomia do país, onde ela também fazia seu doutorado, procurando colaboradores para um projeto que envolveria a divulgação da Astronomia, viagens para comunidades de difícil acesso e um aspecto cultural, “era mais do que chegar nos locais e ensinar astronomia, mas fazer um intercâmbio cultural do que as pessoas do local conhecem sobre o céu, escutar um pouco as pessoas”. A pesquisadora foi uma das que responderam o e-mail e toparam construir o projeto.

O Galileo Mobile começou então a ganhar forma “Ele só tinha a ideia, então a gente fez tudo. Desde decidir o que era o projeto, quais eram os objetivos, qual era o público alvo, quais locais, contatos com as escolas e o financiamento”. Com o lema “Sob o mesmo céu”, o projeto seria uma expedição por locais onde a divulgação de Astronomia é muito pequena ou nem existe, e trabalharia ensinando noções básicas da ciência a alunos de ensino fundamental e médio, distribuindo material didático e telescópios. Eles decidiram fazer a viagem por Chile, Bolívia e Peru, passando pela região do Planalto Andino, um lugar que, devido à altitude, possui uma grande pureza de céu. Por essa razão, a relação dos povos locais com os astros é diferente “eles tem mais histórias, mitos, músicas, usam para a agricultura no dia a dia”.

A expedição de 2009 durou dois meses, passou por 33 escolas de cidades bem pequenas, “praticamente vilas, com 500, 600 pessoas”, e atendeu a cerca de quatro mil pessoas, entre alunos e adultos, “a gente parava no povoado, trabalhava durante o dia na escola e à noite fazia a observação do céu na praça, envolvendo toda a comunidade, depois viajávamos pra próxima cidade”, conta Patrícia.

O trabalho no ano de 2010 serviu como pós-produção. Em 2011, o grupo de astrônomos decidiu que continuaria com o projeto, planejando novas viagens. “Com a experiência de 2009, percebemos que esse modelo não funcionava muito bem. Tinha que ter uma colaboração maior com os professores, se não a gente deixava as crianças com um monte de inquietações e depois os professores não sabiam responder”.

A expedição seguinte aconteceu em 2012, “voltamos para a Bolívia, para a província de Pando, na região amazônica”. No mesmo ano, o Galileo Mobile foi também para a Índia. As duas viagens contaram com colaboradores locais, que passariam a ser muito importantes na sequência do projeto, ”depois da primeira as pessoas perguntavam se podíamos levar o Galileo Mobile para o país delas. Aí, nas próximas, funcionou dessa maneira – o colaborador local manifestou interesse, mas ele não tinha astrônomos, nem o dinheiro para trazer todo o material didático”. Na Índia, foi implementado o trabalho com professores, “pela manhã, trabalhávamos com os professores e à tarde eles faziam as atividades. Os membros do Galileo Mobile só ficavam ali pra dar um apoio”.

Em 2013 aconteceu uma expedição para Uganda, “pela primeira vez a gente conseguiu trabalhar dois dias em cada escola”. Patrícia afirma que esse modelo é o que o projeto pretende utilizar nas viagens seguintes, “não cobrimos tantas escolas, mas foi bem mais positivo”.

O próximo Galileo Mobile acontecerá em julho e agosto deste ano e passará novamente pela Bolívia e pelos estados brasileiros do Acre e de Rondônia. “Uma aluna minha de Rondônia falou que queria fazer atividades desse tipo em comunidades periféricas do estado. A gente tinha o que precisava: o contato na Bolívia, em Rondônia, na cidade de Cacoal onde ela está. Então passaríamos, naturalmente, por Rio Branco”.

Pela primeira vez, será incluído no material didático um kit táctil para deficientes visuais, “vamos visitar uma escola para deficientes visuais na Bolívia e uma no Brasil”. Além disso, o grupo passará por duas comunidades indígenas em Rondônia, “assim como a gente vai lá para compartilhar um pouquinho sobre o céu, tentamos fazer com que eles compartilhem também o que eles sabem... pra fazer essa troca, que os índios mais velhos contem essas histórias para as crianças e depois elas possam ir ao computador e traçar as próprias constelações no Stellarium (programa de computador que permite a visualização dos astros)”.

A expedição cobrirá um trajeto de cerca de 1500 quilômetros, durará cinco semanas e terá apoio financeiro do CNPq para a temporada brasileira. No Acre, o projeto contará com o apoio da Universidade Federal do Acre (UFAC), em parceria com o MAST, “os alunos de lá que vão trabalhar com a gente também vão trabalhar com o Carlos Henrique no planetário (durante a reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência)”.

PROGRAMAÇÕES EDUCATIVAS SEMANAIS

Planetário inflável digital

1º e 2º sábado - 15h e 17h
1º e 2º domingo - 15h e 17h
5º domingo - 15h, 16h e 17h

Ciclo de palestras

1º sábado - 16h

Observação do céu

1º, 3º, 4º e 5º sábado - 17h30 às 20h
Todas as quartas - 17h30 às 20h

Brincando de matemático

3º domingo - 16h

Faça você mesmo

4º domingo - 16h

Visita orientada

3º, 4º e 5º sábado - 15h e 17h
1º e 2º domingo - 16h
3º, 4º e 5º domingo - 15h e 17h

Cine ciência

2º sábado - 16h

ASTROmania

3º sábado - 16h

Cozinhando com a química

4º sábado - 16h

A Ciência que eu Faço

O projeto coordenado pela jornalista Vera Pinheiro reúne uma série de entrevistas, em formato de filmes de curta duração, voltadas para professores e estudantes do ensino fundamental e do ensino médio, mostrando a ciência que se faz no nosso país, em especial, as pesquisas que estão sendo realizadas nas Unidades de Pesquisa ligadas ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – ou, financiadas pelas agências ligadas ao MCTI.


Destaque do mês

Francisco Samonek

Francisco Samonek - Ecologista. Graduou-se em Letras pelo Centro Universitário da Cidade de União da Vitoria, (UNIUV), em 1976. Especializou-se em Gestão de Iniciativas Sociais, em 2003, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, (UFRJ). Fez mestrado em Ecologia e Manejo de Recursos Naturais na Universidade Federal do Acre, (UFAC), em 2006.

Francisco cresceu no interior do Paraná. Quando menino, suas brincadeiras eram sempre ligadas à natureza. Nos anos 80, conheceu o programa de extração de borracha do Governo Federal, da antiga Sudhevea, e se mudou para a Amazônia. Anos depois, passou a trabalhar a extração com comunidades indígenas do Acre que já tinham essa tradição. Francisco conta que, no processo, acabou aprendendo mais do que ensinando.

Assista outros depoimentos no site:
http://acienciaqueeufaco.mast.br

Aconteceu no MAST

Museu de Astronomia oferece atividades de divulgação científica

Durante o mês de junho, o Museu de Astronomia ofereceu uma programação diversificada e gratuita para todas as idades. Foram várias atividades: observação do céu, planetário inflável, palestras, cinema e visitas orientadas pelo campus.
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MAST realiza ciclo de debates

No MAST Colloquia, foram discutidas as estratégias de ação e cooperação na pesquisa científica em museus de C&T. E no Encontro com a História, foi realizada a mesa-redonda “O impacto da ditadura militar na física brasileira”, com a presença do Prof. Fernando de Souza Barros (IF/UFRJ).
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Dicas Sustentáveis

Agricultura Sustentável em Porto Acre

Uma experiência bem sucedida com o reflorestamento de espécies nativas e a recuperação de pastagens degradáveis na reserva Humaitá, no Acre, vem ganhando destaque nacionalmente há alguns anos. O resultado da associação entre o Projeto Arboreto, da Universidade Federal do Acre (UFAC), e famílias de agricultores locais foi escolhido no ano passado para entrar em um portfólio que reúne experimentos de sucesso com a recuperação de biomas brasileiros.

O portfólio é de responsabilidade da empresa ProScience, que presta serviços de consultoria para o Programa Água Brasil, uma iniciativa que visa, entre outras coisas, “disseminar melhores práticas agropecuárias a produtores rurais e implementar modelos de negócios sustentáveis”.

O Projeto Arboreto foi criado na década de 80, como um dos setores do Parque Zoobotânico, da UFAC, com a intenção de desenvolver a pesquisa e a educação agroflorestal para comunidades tradicionais do Acre. Em 1992 o projeto se aliou a pequenos agricultores da reserva Humaitá, em Porto Acre (a 60 quilômetros da capital Rio Branco), com o intuito de recuperar e propiciar a agricultura em um solo que antes se degradava rapidamente e, ao mesmo tempo, promover o reflorestamento de espécies nativas.

O problema da agricultura na região é antigo: para plantar, desmatava-se com queimadas, o que gerava um solo fértil a princípio, mas que se exauria em poucos anos e não continha o avanço do capim, passando a servir apenas como área de pasto. O projeto Arboreto propôs aos agricultores locais técnicas como a da adubação verde, que utiliza o plantio de leguminosas para recuperar os nutrientes do solo, mantendo-o fértil e úmido o ano inteiro. Plantando espécies endêmicas como o capoeiro e o feijão-de-porco, os que acolheram a iniciativa viram suas propriedades recuperarem a fauna e flora nativas junto à possibilidade de uma agricultura rentável, sem a utilização do fogo ou de agrotóxicos.

“Voltamos a ver capivaras e tatus, coisa que já fazia tempo que não se via” contou Valdir Silva, um dos agricultores que implementaram as novas técnicas em seu plantio, “foi a melhor coisa que eu fiz”.

Fonte: http://www.ufac.br/portal/news/projetos-do-arboreto-da-ufac-farao-parte-de-publicacao-nacional

Expediente

Diretora do MAST

Heloisa Maria Bertol Domingues

Chefe do Serviço de Comunicação Social
e Atendimento ao Público

Vera Pinheiro

Idealizadores do Projeto

Lorena Kovac • Omar Martins • Vitor Dulfe

Jornalista / estagiário

Geisa Castro • Renata Bohrer • Bernardo Oliveira

Projeto Gráfico | diagramação

Vitor Dulfe

Diagramadores / colaboradores

Gustavo Mamede • Henrique Rocha • Leonardo Pessoa

 


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