Maio | 2014 • Boletim Mensal • 11ª edição

Caro leitor,

O Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST) participa, neste mês, da 12ª Semana de Museus, promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC), que tem como tema, neste ano, Museus: coleções criam conexões, buscando ressaltar a importância das coleções e a sua valorização.

A instituição faz parte também do Turismo Cultural no Bairro Imperial de São Cristóvão, evento que encerra a Semana de Museus. O circuito acontece pelo famoso bairro da Zona Norte que abriga diversas instituições científico-culturais de grande importância histórica. As atividades são totalmente gratuitas e voltadas para públicos de todas as idades.

No segundo Encontro com a História de 2014, o MAST promoverá um debate com o tema “Ciência e Poder”. E na tarde do lançamento do livro “Um álbum para o Imperador”, acontecerá um seminário que pretende confrontar as diferentes formas de circulação de cientistas que, em última instância, acabaram por contribuir para o avanço em várias áreas das ciências.

Conheça o Journal Club, o clube de artigos do MAST, sob o comando da astrônoma e pesquisadora Patrícia Spinelli, que se reúne toda segunda-feira para discutir astronomia. E saiba mais sobre o primeiro treinamento dos estudantes para a IOAA e OLAA; e sobre as novas aquisições da Biblioteca do MAST: uma coleção de e-books, novos títulos e uma obra rara de Luiz Cruls.

No Papo de Cúpula, Everaldo Pereira Frade, responsável pelo Arquivo de História da Ciência, fala sobre o processo de digitalização do acervo que está sendo realizado no MAST. E no Papers e Periódicos, um artigo de Priscila Faulhaber Barbosa e Fernanda Borges Tibau; e outro das autoras Maria Esther Valente, Sibele Cazelli e Fátima Alves.

Uma entrevista de Douglas Falcão Silva é destaque do projeto “A Ciência que eu Faço”. Ele é físico e autor do livro “Brincando com a Ciência”, publicado pelo MAST, em 1996. Nas Dicas Sustentáveis, conheça as ecovilas, cujas construções são de baixo impacto ambiental, o que significa que além de utilizarem materiais reaproveitados, elas não geram resíduos significativos que prejudiquem o meio-ambiente.

Leia o Portal InforMAST e conheça um pouco mais dos trabalhos realizados no MAST!

Arquivo InforMAST
Papers e Periódicos

Museus, ciência e educação: novos desafios

Autores: Maria Esther Valente; Sibele Cazelli; Fátima Alves

Base de dados MAST
Links

MCTI - Institucional

Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

MCTI - Institutos

Unidades de Pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

IBRAM

Instituto Brasileiro de Museus

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CAPES

Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior

FINEP

Financiadora de Estudos e Projetos

VALE A PENA CONFERIR

6ª edição do Turismo Cultural no Bairro Imperial de São Cristóvão

Venha fazer uma viagem pela história do Brasil! Nos dias 17 e 18 (sábado e domingo), das 10 às 16h, o Bairro Imperial de São Cristóvão será palco de mais uma edição do Turismo Cultural!
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MAST promove debate sobre o tema “Ciência e Poder”

O segundo Encontro com a História de 2014 contará com a participação de três membros do INEST/UFF. O evento terá entrada franca e transmissão ao vivo.
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MAST lança o livro “Um álbum para o Imperador”

No dia 22 de maio, a partir das 14h, na tarde do lançamento do livro, acontecerá um seminário que pretende confrontar as diferentes formas de circulação de cientistas que, em última instância, acabaram por contribuir para o avanço em várias áreas das ciências.
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Journal Club, o clube de artigos do MAST

Sob o comando da astrônoma e pesquisadora Patrícia Spinelli, o clube, aberto a todos que trabalham no campus, se reúne toda segunda-feira para discutir astronomia.
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Papo de Cúpula
Everaldo Pereira Frade | Responsável pelo Arquivo de História da Ciência

Everaldo Pereira Frade, bacharel e mestre em História, trabalha, desde 2009, no Arquivo de História da Ciência do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST). No mesmo ano, por possuir experiência em pesquisa e organização de eventos, foi indicado pela coordenadora de Documentação e Arquivo (CDA), à época Vânia Araújo, para ficar à frente do setor. “Achei um desafio interessante e assumi com a certeza de poder fazer um bom trabalho”.

Nesta entrevista, Everaldo fala sobre o projeto de digitalização do acervo arquivístico que está sendo realizado no MAST, do qual é um dos coordenadores. Segundo ele, ao se pensar o projeto, foram consideradas duas questões: preservar o documento e ampliar o acesso ao mesmo. Na primeira etapa do projeto, serão digitalizados e disponibilizados cinco arquivos até 2015. Nas etapas seguintes, à medida que surgirem recursos e seja ampliada a estrutura hoje existente, o projeto objetiva digitalizar todo o acervo, atualmente em torno de 50 arquivos.

“A digitalização não significa apenas captar a imagem do documento, é um processo mais complexo que envolve várias fases, tais como a organização dos arquivos, sua preparação, as formas de disponibilização e acesso remoto, a reprodução de documentos e o armazenamento das informações. Para nortear nossos primeiros passos, fomos buscar assessoria da equipe de digitalização do Arquivo Nacional e seguimos recomendações principalmente do Conselho Nacional de Arquivos (Conarq).”

Depois de organizado, é preciso preparar o acervo para digitalizá-lo. “Quando os arquivos foram organizados não havia a perspectiva da digitalização. Tivemos que rever essa documentação, como ela estava codificada e ver o que poderia ser incluído para a digitalização. Da mesma forma, é preciso que o documento esteja em bom estado de conservação e higienizado, tarefa feita pelo Laboratório de Conservação e Restauração de Documentos em Papel (LAPEL)”.

No início do projeto, por causa da falta de estrutura do Arquivo de História da Ciência (AHC) para realizar o trabalho de digitalização e pela pouca experiência da equipe na área, foram encontrados alguns problemas para a consecução do mesmo. Por isso foram realizadas algumas ações como a capacitação dos servidores, através de cursos e visitas a instituições que já realizavam trabalho similar; e a criação e equipagem de um laboratório de digitalização.

O primeiro arquivo digitalizado foi o do astrônomo Luiz Cruls, ex-diretor do Observatório Nacional. Este arquivo, já com 100% das imagens captadas (cerca de 500 documentos) ainda não está disponível para consulta on-line. A experiência adquirida pela equipe do AHC, à frente desse primeiro trabalho, permitiu assessorar, paralelamente, a digitalização do Arquivo CNPq/Acervo MAST pela empresa Collecta. Esse importante acervo, com cerca de 150 mil imagens previstas para serem captadas, trata do fomento à pesquisa e a política científica brasileira, entre 1951 e 1973, encontrando-se a digitalização em fase de captação de imagens.

As principais preocupações do Arquivo hoje, em relação ao projeto de digitalização, estão relacionadas à armazenagem, à forma de acesso remoto a ser dado ao usuário e à manutenção dos dados. “Nós não temos ainda uma definição de como nós vamos fazer isso. Nas pesquisas que fizemos em instituições com trabalhos similares ao nosso essas questões preocupam dirigentes, arquivistas e profissionais de TI, não existindo ainda um projeto que tenha solucionado, por exemplo, a manutenção, a médio e longo prazo, das imagens e das informações adquiridas nos processo de digitalização”.

Na opinião de Everaldo, partilhada pela equipe do AHC, “a instituição tem que prever, em seus orçamentos futuros, recursos para, entre outras demandas, providenciar a constante atualização da quantidade de memória necessária para armazenagem de dados, as migrações de mídia e a compra de equipamentos para fazer face ao processo de obsolescência contínua e rápida tanto de softwares quanto de hardwares”.

Nessa etapa do processo de digitalização, “a participação do setor de TI da instituição é essencial, já que será ele, treinado e equipado, que dará os inputs necessários para que decisões sejam tomadas e produtos/serviços sejam adquiridos, evitando que o MAST fique dependente de tecnologias e serviços de empresas privadas e corra riscos de perda do trabalho já realizado”.

PROGRAMAÇÕES EDUCATIVAS SEMANAIS

Planetário inflável digital

1º e 2º sábado - 15h e 17h
1º e 2º domingo - 15h e 17h
5º domingo - 15h, 16h e 17h

Ciclo de palestras

1º sábado - 16h

Brincando de matemático

3º domingo - 16h

Faça você mesmo

4º domingo - 16h

Visita orientada

3º, 4º e 5º sábado - 15h e 17h
1º e 2º domingo - 16h
3º, 4º e 5º domingo - 15h e 17h

Cine ciência

2º sábado - 16h

Observação do céu

1º, 3º, 4º e 5º sábado - 17h30 às 20h
Todas as quartas - 17h30 às 20h

Cozinhando com a química

4º sábado - 16h

A Ciência que eu Faço

O projeto coordenado pela jornalista Vera Pinheiro reúne uma série de entrevistas, em formato de filmes de curta duração, voltadas para professores e estudantes do ensino fundamental e do ensino médio, mostrando a ciência que se faz no nosso país, em especial, as pesquisas que estão sendo realizadas nas Unidades de Pesquisa ligadas ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – ou, financiadas pelas agências ligadas ao MCTI.


Destaque do mês

Douglas Falcão Silva

Físico. Em 1987, concluiu a graduação com licenciatura em Física pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Em 1999, fez mestrado em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro ( UFRJ). Na University of Reading, terminou o doutorado em Educação em 2006. É autor do livro “Brincando com a Ciência”, publicado pelo Museu de Astronomia, em 1996.

Para Douglas Falcão, fazer ciência é uma aventura. Na infância, cercado por animais e aparelhos eletrônicos, Falcão lembra das experiências mal sucedidas. Dividido entre a física e a biologia, a decisão aconteceu durante as aulas do ensino médio. Assista ao vídeo e confira mais detalhes sobre a trajetória profissional até o Museu de Astronomia e Ciências Afins.

Assista outros depoimentos no site:
http://acienciaqueeufaco.mast.br

Aconteceu no MAST

Planetário Digital do MAST é usado em treinamento para as Olimpíadas Internacionais

No primeiro treinamento para a IOAA e a OLAA, os estudantes contaram com o Planetário Digital do MAST para a simulação do céu que terão na Romênia e no Uruguai, nas provas observacionais.
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Biblioteca do MAST adquire sua primeira coleção de e-books

Além dos livros eletrônicos, foram adquiridos novos títulos e uma obra rara de Luiz Cruls: 365 páginas de relatório da Comissão de Exploração do Planalto Central do Brasil.
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Dicas Sustentáveis

Ecovilas

Cansadas da vida deteriorada das grandes cidades - da fumaça, do barulho, de lixo - e de contribuir, direta ou indiretamente para essa deteriorização - seja pelo consumo de produtos industrializados, com suas embalagens descartáveis, ou mesmo pelo uso da energia produzida por métodos nocivos ao planeta - algumas pessoas optam por modelos alternativos de existir e coexistir com o mundo que as cerca. Um desses modelos é a Ecovila.

A Global Ecovillage Network (GEN) define as ecovilas como “comunidades rurais ou urbanas de pessoas, que buscam integrar um ambiente social assegurador de um estilo de vida de baixo impacto ecológico”. A proposta desses lugares é aliar diversas formas de agir que garantam a utilização do espaço terreno de maneira sustentável.

As ecovilas são construídas a partir dos fundamentos da permacultura – “um método holístico para planejar, atualizar e manter sistemas de escala humana (jardins, vilas, aldeias e comunidades) ambientalmente sustentáveis, socialmente justos e financeiramente viáveis”, segundo o Movimento Brasileiro de Ecovilas - que se propõe a criar um ambiente de qualidade para a vida comunitária e que preserve o meio e os ecossistemas locais.

Nas vilas, as construções são de baixo impacto ambiental, o que significa que além de utilizarem materiais reaproveitados, elas não geram resíduos significativos que prejudiquem o meio-ambiente. A energia consumida vem de fontes alternativas, geralmente solar ou eólica. Os alimentos são cultivados de forma orgânica, dentro das comunidades. O esgoto é tratado sem água e transformado em fertilizante. A água da chuva é captada, filtrada e consumida. Os materiais não orgânicos, como roupas e utensílios caseiros, são feitos para durar, produzindo a menor quantidade de lixo possível.

As comunidades se preocupam também em criar um ambiente social justo e unido. O sistema de trocas e o cooperativismo são utilizados na economia e as decisões administrativas são tomadas pelo método do consenso, através de conselhos e da distribuição de poder e responsabilidades. Além disso, a comunidade mantém esquemas de apoio social e familiar, sistemas de Saúde integrais e preventivos e escolas baseadas na educação transdisciplinar e holística.

O projeto Ecovila ganhou forma nos anos 70 e cresce cada vez mais, ao redor do mundo. No Brasil, dezenas de comunidades surgiram nas últimas décadas, enquanto um número a cada dia maior de pessoas procura esse modo de vida alternativo. Para saber mais, visite o site do Movimento Brasileiro de Ecovilas.

Fontes: www.mbecovilas.wordpress.com/
wikipedia.org
gen.ecovillage.org

Expediente

Diretora do MAST

Heloisa Maria Bertol Domingues

Chefe do Serviço de Comunicação Social
e Atendimento ao Público

Vera Pinheiro

Idealizadores do Projeto

Lorena Kovac • Omar Martins • Vitor Dulfe

Jornalista / estagiário

Geisa Castro • Bernardo Oliveira

Projeto Gráfico | diagramação

Vitor Dulfe

Diagramadores / colaboradores

Gustavo Mamede • Henrique Rocha • Leonardo Pessoa

 


Realizado pelo Serviço de Comunicação
Social e Atendimento ao Público (SCS)
do MAST

Tel.: 21•3514-5229
atendimento@mast.br
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