Janeiro | 2016 • Boletim Mensal • 31ª edição

Caro leitor,

Nesta primeira edição do Portal InforMAST do ano de 2016, destacamos a participação do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST) no projeto FRIPON (Fireball Recovery and Interplanetary Observation Network), que tem como objetivo observar o céu em diferentes lugares do mundo para localizar meteoros que atravessem a atmosfera terrestre.

Vale a pena conferir as matérias sobre a Biblioteca Henrique Morize, as exposições do MAST, e sobre o Laboratório de Conservação de Objetos Metálicos (LAMET), o primeiro da América Latina especializado em instrumentos científicos históricos.

Nesta edição, a coluna Observando o MAST desvenda a história da Luneta Equatorial Fotográfica que foi encomendada à casa de instrumentos científicos Gustav Heyde, em Dresden (Alemanha), em 1911.

No Além do Céu, você fica sabendo sobre a supernova mais brilhante já registrada até hoje, que foi observada por astrônomos chineses. Seu brilho foi tão colossal que, em comparação, superou em 20 vezes o de toda a Via Láctea. E a coluna Céu do Mês traz informações sobre as chuvas de meteoros que acontecem ao longo do ano.

No vídeo “Especial MAST 30 anos” de janeiro, conhecemos um pouco da história dos laboratórios do Museu de Astronomia e Ciências Afins. O Portal InforMAST entrevistou Joubert Poça da Conceição, Ozana Hannesch e Marcus Granato, representantes do LIRE, LAPEL e LAMET, respectivamente.

No papo de cúpula, o pesquisador Antonio Carlos Augusto da Costa, lotado no Laboratório de Conservação e Restauração de Documentos em Papel (Lapel) do MAST, fala sobre uma de suas linhas de pesquisa, a estabilização de tintas ferrogálicas.

Saiba como foi a inauguração da exposição do MAST "Visões da Luz" que aborda o tema luz em diferentes aspectos e com várias interpretações. No evento, foram lançados dois volumes da “Coleção MAST: 30 anos de Pesquisa”, e apresentada ao público carioca a obra “Da Serra da Mantiqueira às Montanhas do Havaí: A História do Laboratório Nacional de Astrofísica ".

Neste mês, o destaque do projeto "A Ciência que eu Faço" é o astrônomo Felipe Braga Ribas que fala da sua liderança na pesquisa que levou à descoberta do primeiro sistema de anéis ao redor de um pequeno objeto do Sistema Solar.

Leia o Portal InforMAST!

Arquivo InforMAST
Papers e Periódicos

Applications for cultural heritage...

Antonio Carlos Augusto da Costa, Fernanda Correa, Gustavo de Souza Sant’Anna, Sheyla de Carvalho, Fernanda dos Santos e Marcia Lutterbach
Chemistry & Chemical Technology, v. 8, p. 423-430, 2014.

Base de dados MAST

Museu de Astronomia participa do projeto FRIPON em parceria com o ON

Com o objetivo de registrar a passagem de meteoros pelo céu do Rio de Janeiro, o projeto, apoiado pelo Observatório Nacional, instalou a câmera "AllSky" no terraço do MAST.

VALE A PENA CONFERIR

As Exposições do Museu de Astronomia

Atualmente, o MAST abriga nove exposições de temas variados.
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Biblioteca Henrique Morize

A Biblioteca do MAST é especializada em astronomia, história da ciência, educação e divulgação da ciência, museologia, preservação e patrimônio de ciência e tecnologia.
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Laboratório do MAST desenvolve técnicas pioneiras de restauração de objetos metálicos

Inaugurado em 2010, o Laboratório de Conservação de Objetos Metálicos (LAMET) é o primeiro da América Latina especializado em instrumentos científicos históricos.
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Papo de Cúpula
Antonio Carlos Augusto da Costa | Pesquisador do MAST

Antonio Carlos Augusto da Costa é pesquisador da Coordenação de Documentação e Arquivo do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST). Engenheiro químico com mestrado em Tecnologia de Processos Bioquímicos e doutorado em Microbiologia, ele trabalha no Laboratório de Conservação e Restauração de Documentos em Papel (Lapel) do MAST.

Em entrevista ao Portal InforMAST, Antonio falou sobre uma de suas linhas de pesquisa, a estabilização de tintas ferrogálicas. Em 1º de junho de 2010, ele começou a trabalhar no MAST, dia que foi inaugurado o prédio anexo da instituição. "Eu vim para o MAST para catalisar, para tentar estimular um pouco essa atividade de pesquisa dentro da Coordenação de Documentação e Arquivo, especificamente no Lapel".

Uma das linhas propostas na época para ele desenvolver, foi o estudo com as tintas ferrogálicas que foram muito utilizadas no século XIX e início do século XX, mas não são mais utilizadas hoje em dia. "Essa tinta ferrogálica tem uma característica particular, ela é uma mistura de ferro na forma de sulfato ferroso com tanino vegetal e goma arábica, fundamentalmente é isso. Então ela passa a ter uma certa viscosidade, uma consistência que você escreve como se fosse um nanquim".

Ao verificarmos documentos daquela época, percebemos que eles estão em estado de decomposição completamente variado. Se as tintas foram preparadas com essa mesma composição, como é que elas podem estar em estados tão diferenciados de degradação? "Cada pessoa ou cada grupo, cada país que preparava a tinta, colocava uma quantidade de sulfato ferroso para que a tinta ficasse mais escura ou um pouco mais esmaecida", explica Antonio.

A tinta ferrogálica se estabelece quando o ferro reage com o tanino - que é o componente de todos os vegetais que se pode imaginar. Só que cada um dos vegetais tem uma quantidade de tanino diferenciada de uma para outra. Então "quando uma mesma quantidade de ferro é usada para dois tipos de taninos diferentes, a reatividade não vai ser a mesma. Algumas plantas vão conseguir absorver todo esse ferro, outras não. E o ferro que não é absorvido vai sofrer o efeito da atmosfera e vai oxidar dando, o que a grosso modo podemos dizer, a ferrugem".

Essa oxidação do ferro é que faz com que comece a degradação do suporte da tinta que é a celulose. Para estabilizar essa degradação, é preciso remover do documento o ferro que não está reagindo com o tanino. "Mas para remover esse ferro excedente, você tem que saber quanto é, para não danificar o papel. Se você coloca uma solução, além do necessário, você vai acabar danificando a estrutura da celulose do papel. Então, ao pensar em fazer o tratamento de um documento com tinta ferrogálica, você tem que pensar antes em caracterizar esse documento".

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A Ciência que eu Faço

O projeto coordenado pela jornalista Vera Pinheiro reúne uma série de entrevistas, em formato de filmes de curta duração, voltadas para professores e estudantes do ensino fundamental e do ensino médio, mostrando a ciência que se faz no nosso país, em especial, as pesquisas que estão sendo realizadas nas Unidades de Pesquisa ligadas ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – ou, financiadas pelas agências ligadas ao MCTI.


Destaque do mês

Felipe Braga Ribas

Nesse video, Felipe Ribas fala da sua liderança na pesquisa que levou à descoberta do primeiro sistema de anéis ao redor de um pequeno objeto do Sistema Solar. Em 2013, o brasileiro coordenava uma equipe internacional quando veio a grande surpresa. Em torno de Chariklo, o objeto da pesquisa, havia anéis. Conheça mais detalhes sobre Chariklo, o asteroide com anéis, com o próprio autor da descoberta!

Assista outros depoimentos no site:
http://www.acienciaqueeufaco.org/

OBSERVANDO O MAST

Na primeira edição do ano, o Observando o MAST destaca a história da Luneta Equatorial Fotográfica, do fabricante Gustav Heyde.
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Além do Céu

Astrônomos chineses observaram a supernova mais brilhante já registrada até hoje. Seu brilho foi tão colossal que, em comparação, superou em 20 vezes o de toda a Via Láctea.
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Céu do mês

Em janeiro, a coluna Céu do Mês fala sobre Chuvas de Meteoros. Saiba quando e porque acontecem esses fenômenos astronômicos.
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Especial MAST 30 anos

No vídeo “Especial MAST 30 anos” de janeiro, conhecemos um pouco da história dos laboratórios do Museu de Astronomia e Ciências Afins. O Portal InforMAST entrevistou Joubert Poça da Conceição, Ozana Hannesch e Marcus Granato, representantes do LIRE, LAPEL e LAMET, respectivamente.

Aconteceu no MAST

Visões da Luz é a nova exposição do Museu de Astronomia

Inspirada no movimento do Ano Internacional da Luz da UNESCO, a exposição aborda o tema luz em diferentes aspectos e com várias interpretações.
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MAST lança livros sobre seus 30 anos de pesquisa

O lançamento das publicações aconteceu durante a inauguração da exposição "Visões da Luz", evento que encerrou as comemorações dos 30 anos da instituição.
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MAST na Mídia
Expediente

Diretora do MAST

Heloisa Maria Bertol Domingues

Chefe do Serviço de Comunicação Social
e Atendimento ao Público

Vera Pinheiro

Idealizadores do Projeto

Lorena Kovac • Omar Martins • Vitor Dulfe

Jornalista / estagiário

Geisa Castro • Renata Bohrer • Rodrigo Pelot
Bernardo Oliveira

Projeto Gráfico | diagramação

Vitor Dulfe

Diagramadores / colaboradores

Gustavo Mamede • Rodrigo Alonso • João Pedro

 


Realizado pelo Serviço de Comunicação
Social e Atendimento ao Público (SCS)
do MAST

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