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{"id":2897,"date":"2019-12-03T08:36:22","date_gmt":"2019-12-03T11:36:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.mast.br\/museu\/?p=2897"},"modified":"2019-12-03T14:45:22","modified_gmt":"2019-12-03T17:45:22","slug":"ciclo-de-palestras-a-aventura-de-fernao-de-magalhaes","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.mast.br\/museu\/ciclo-de-palestras-a-aventura-de-fernao-de-magalhaes\/","title":{"rendered":"Ciclo de Palestras: A Aventura de Fern\u00e3o de Magalh\u00e3es"},"content":{"rendered":"\n<p>Neste <strong>s\u00e1bado (7)<\/strong>, o Museu de Astronomia e Ci\u00eancias Afins (MAST) convida o\np\u00fablico para conhecer a hist\u00f3ria do navegante portugu\u00eas Fern\u00e3o de Magalh\u00e3es,\nexperiente em viagens pelos oceanos Atl\u00e2ntico e \u00cdndico.&nbsp; A edi\u00e7\u00e3o do Ciclo de Palestras traz o tema <strong>A aventura de Fern\u00e3o de Magalh\u00e3es: novos\nsaberes e velhos sabores<\/strong>, apresentando algumas de suas viagens, com\ndestaque para a expedi\u00e7\u00e3o \u00e0s Terras Inc\u00f3gnitas, trazendo reflex\u00f5es sobre as\ncircunst\u00e2ncias desta aventura e uma conversa abordando a utiliza\u00e7\u00e3o dos\ninstrumentos levados nos navios, a import\u00e2ncia do com\u00e9rcio das especiarias e\nseus sabores.<\/p>\n\n\n\n<p>O evento contar\u00e1 com a\nparticipa\u00e7\u00e3o da <strong>Dra. Heloisa Meireles\nGesteira<\/strong>, pesquisadora da Coordena\u00e7\u00e3o de Hist\u00f3ria da Ci\u00eancia e da\nTecnologia (COHCT) do MAST, e do <strong>Dr.\nRonaldo Almeida<\/strong>, pesquisador aposentado da Coordena\u00e7\u00e3o de Educa\u00e7\u00e3o em\nCi\u00eancias (COEDU) do MAST.<\/p>\n\n\n\n<p>Venha conhecer mais curiosidades sobre o tema no Ciclo de Palestra! A atividade come\u00e7a \u00e0s <strong>15h<\/strong> e faz parte da programa\u00e7\u00e3o de Fim de Semana do MAST. A entrada \u00e9 gratuita!<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o tema:<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 500 anos, precisamente em 13\nde dezembro de 1519, a frota comandada por Fern\u00e3o de Magalh\u00e3es estacionou na\nent\u00e3o chamada Ba\u00eda de Santa Luzia, onde hoje se localiza o Rio de Janeiro, no\nque seria o trajeto mais f\u00e1cil da longa aventura n\u00e1utica que empreenderam 239\nhomens em 5 naus em 20 de setembro desse ano, saindo do porto de Sanl\u00facar de\nBarrameda, na Espanha. Relembrar em 2019 esta viagem, a primeira experi\u00eancia de\ncircum-navega\u00e7\u00e3o, nos leva a refletir sobre as motiva\u00e7\u00f5es que levaram os\nimp\u00e9rios da \u00e9poca a investir em grandes viagens mar\u00edtimas e sobre as condi\u00e7\u00f5es\nt\u00e9cnicas que permitiam o deslocamento por mares desconhecidos.<\/p>\n\n\n\n<p>O navegante portugu\u00eas Fern\u00e3o de\nMagalh\u00e3es, experiente em viagens pelo Atl\u00e2ntico e pelo \u00cdndico, conhecedor de\ninforma\u00e7\u00f5es ainda sigilosas sobre a exist\u00eancia de novas terras e de uma\nposs\u00edvel passagem para as \u00cdndias, que apareceria navegando em dire\u00e7\u00e3o do\nextremo sul do Novo Mundo, vira capit\u00e3o de uma miss\u00e3o delirante, sob patroc\u00ednio\ndo Imp\u00e9rio Espanhol. O poderoso imp\u00e9rio de Carlos I aspirava encontrar uma rota\nin\u00e9dita para acessar \u00e0s Ilhas Molucas, o famoso e rico arquip\u00e9lago das\nespeciarias, sem atravessar os mares portugueses.<\/p>\n\n\n\n<p>Em uma viagem cujo destino final\nj\u00e1 estava definido, mas cujo caminho era apenas parcialmente conhecido e\nimaginado pelos cosm\u00e1grafos dos s\u00e9culos XV e XVI, Magalh\u00e3es vai se deparar com\nm\u00faltiplos desafios no percurso, como revoltas da tripula\u00e7\u00e3o, abandono da\njornada por comandantes de navios que compunham a frota, a fome e a sede,&nbsp; longas tempestades e pasmosas calmarias. Al\u00e9m\nda determina\u00e7\u00e3o de manter sua autoridade, Magalh\u00e3es tinha a obsess\u00e3o de cumprir\no seu compromisso: atingir as Molucas navegando sempre rumando ao Poente.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s meses navegando por rotas j\u00e1\ntra\u00e7adas, em mar\u00e7o de 1520 a frota iniciaria uma viagem por lugares\ndesconhecidos, as Terras Inc\u00f3gnitas. Perambulando por 6 meses, em pleno\ninverno, entre enseadas e recifes cada vez mais gelados e trevosos, atingem o\n\u00e1pice austral do Novo Mundo em 26 de novembro de 1520, atravessando o estreito\nque receberia seu nome, o Estreito de Magalh\u00e3es, alcan\u00e7ando as \u00e1guas daquele\nque esses argonautas chamar\u00e3o de Oceano Pac\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p>Da\u00ed em diante, depois de fartas\nperdas humanas e materiais, assim como revoltas dos tripulantes, al\u00e9m do\ndel\u00edrio da fome e da sede; a ansiedade por chegar \u00e0s ilhas das especiarias&nbsp; seriam as companheiras durante longos quatro\nmeses, at\u00e9 avistar aquelas que denominaram as Ilhas dos Ladr\u00f5es (Ilhas\nMarianas), porta de entrada para o Arquip\u00e9lago das Molucas, onde a minguada\nfrota de Magalh\u00e3es, j\u00e1 em frangalhos, aportou em 17 de mar\u00e7o de 1521. Ap\u00f3s o\ncumprimento da miss\u00e3o, a viagem de Magalh\u00e3es teve muitos desdobramentos,\nincluindo sua pr\u00f3pria morte, sendo Sebasti\u00e3o Elcano quem assume o comando do\ngrupo depois.<\/p>\n\n\n\n<p>Algumas reflex\u00f5es sobre as\ncircunst\u00e2ncias desta expedi\u00e7\u00e3o, uma conversa sobre a utiliza\u00e7\u00e3o dos\ninstrumentos levados nos navios, a import\u00e2ncia do com\u00e9rcio das especiarias e\nseus sabores ser\u00e3o explorados no encerramento do Ciclo de Palestras do MAST de\n2019. <\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de refletirmos sobre a\nimport\u00e2ncia desta viagem para a constru\u00e7\u00e3o da Ci\u00eancia Moderna, esta palestra\npretende proporcionar uma experi\u00eancia imersiva deste epis\u00f3dio marcante, e o\np\u00fablico o perceber\u00e1 at\u00e9 no ar &#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre os palestrantes<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Heloisa Meireles Gesteira<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Possui gradua\u00e7\u00e3o em Hist\u00f3ria e\nmestrado em Hist\u00f3ria Social da Cultura pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do\nRio de Janeiro e doutorado em Hist\u00f3ria pela Universidade Federal Fluminense.\nAtualmente \u00e9 pesquisadora titular do Museu de Astronomia e Ci\u00eancias Afins;\nProfessora do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Hist\u00f3ria da Universidade Federal do\nEstado do Rio de Janeiro e Professora Adjunta da Pontif\u00edcia Universidade\nCat\u00f3lica do Rio de Janeiro. Tem experi\u00eancia na \u00e1rea de Hist\u00f3ria, com \u00eanfase em\nHist\u00f3ria do Brasil Col\u00f4nia, atuando principalmente nos seguintes temas:\nCircula\u00e7\u00e3o de ideias e pr\u00e1ticas cient\u00edficas durante a \u00c9poca Moderna; Holandeses\nno Brasil; Historia Social da Ci\u00eancia, Historia dos Instrumentos Cient\u00edficos,\nCultura Material, Hist\u00f3ria e Ci\u00eancia; Viagens, relatos e representa\u00e7\u00f5es da\nnatureza. Desde 2008 comp\u00f5e a editoria cient\u00edfica da Revista Brasileira de\nHist\u00f3ria da Ci\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ronaldo de Almeida<\/strong>\n\nPossui gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas pela\nUniversidade Federal do Rio de Janeiro, mestrado em Biologia (Ecologia) pelo\nInstituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia e doutorado em Ecology &#8211; University\nof Oxford (1985). Encerrou sua vida profissional como pesquisador titular do\nMuseu de Astronomia e Ci\u00eancias Afins em 2017. Tem experi\u00eancia na \u00e1rea de\nEduca\u00e7\u00e3o, com \u00eanfase em Educa\u00e7\u00e3o Permanente, atuando principalmente nos\nseguintes temas: divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, interatividade, espa\u00e7os n\u00e3o formais e\naprendizagem.\n\n\n\n<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste s\u00e1bado (7), o Museu de Astronomia e Ci\u00eancias Afins (MAST) convida o p\u00fablico para conhecer a hist\u00f3ria do navegante portugu\u00eas Fern\u00e3o de Magalh\u00e3es, experiente em viagens pelos oceanos Atl\u00e2ntico e \u00cdndico.&nbsp; A edi\u00e7\u00e3o do Ciclo de Palestras traz o tema A aventura de Fern\u00e3o de Magalh\u00e3es: novos saberes e velhos sabores, apresentando algumas de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2899,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.mast.br\/museu\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2897"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.mast.br\/museu\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.mast.br\/museu\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.mast.br\/museu\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.mast.br\/museu\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2897"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/www.mast.br\/museu\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2897\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2905,"href":"http:\/\/www.mast.br\/museu\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2897\/revisions\/2905"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.mast.br\/museu\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2899"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.mast.br\/museu\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2897"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.mast.br\/museu\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2897"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.mast.br\/museu\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2897"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}