{"id":206,"date":"2020-12-16T17:52:51","date_gmt":"2020-12-16T20:52:51","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost\/portal-tcn\/?p=206"},"modified":"2023-02-15T11:47:08","modified_gmt":"2023-02-15T14:47:08","slug":"kwame-nkrumah-e-o-pan-africanismo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.mast.br\/portaltcn\/kwame-nkrumah-e-o-pan-africanismo\/","title":{"rendered":"Kwame Nkrumah e o Pan-africanismo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\"><strong>Thereza Correa de Oliveira<\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Kwame Nkrumah foi um dos grandes expoentes do pan-africanismo no s\u00e9culo XX. Gan\u00eas, nascido em 1909, foi um grande revolucion\u00e1rio e personagem principal na hist\u00f3ria de seu pa\u00eds, vindo at\u00e9 mesmo a se tornar presidente de Gana, em 1960. Tendo iniciado sua forma\u00e7\u00e3o na escola de Achimota, fundamental para sua forma\u00e7\u00e3o intelectual, foi ali que Nkrumah conheceu James Aggrey, que foi seu mentor e o respons\u00e1vel por sua forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica e pol\u00edtico-ideol\u00f3gica. Outra figura que tamb\u00e9m ter\u00e1 grande influ\u00eancia nas id\u00e9ias de Nkrumah \u00e9 Marcus Garvey.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este texto pretende analisar como o conceito de ra\u00e7a se apresenta nas teorias pan-africanistas de Jammes Aggrey e Marcos Garvey, e em que medida as id\u00e9ias influenciaram Kwame Nkrumah.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As obras de Nkrumah possuem duas matrizes intelectuais distintas: o cristianismo e o marxismo. Entretanto, h\u00e1 influ\u00eancias ideol\u00f3gicas impl\u00edcitas, mas que foram fundamentais na constru\u00e7\u00e3o de seu pensamento. Como uma dessas influ\u00eancias encontramos Jammes Aggrey.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"500\" height=\"408\" src=\"http:\/\/localhost\/portal-tcn\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Kwame_Nkrumah-500x408-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-208\" srcset=\"http:\/\/www.mast.br\/portaltcn\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Kwame_Nkrumah-500x408-1.jpg 500w, http:\/\/www.mast.br\/portaltcn\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Kwame_Nkrumah-500x408-1-300x245.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Kwame Nkrumah fonte: https:\/\/www.blackpast.org\/global-african-history\/nkrumah-kwame-1909-1972\/<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Figura importante na g\u00eanese do pan-africanismo, foi Aggrey quem semeou e apresentou o pan-africanismo \u00e0 Nkrumah. Aggrey defendia um nacionalismo africano.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-small-font-size wp-block-paragraph\">\u2026 \u00e0 maneira de outros pensadores pan-africanos, o significado exato do continente fosse para ele um quadro impressionista cuja \u00fanica cor realmente discern\u00edvel era negra. Pois, assim como seus pares, seu pan-africanismo era marcado, \u00e0quela \u00e9poca inescap\u00e1vel, da ra\u00e7a.<sup>1<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desta forma, Aggrey foi um dos primeiros autores a pensar o continente africano como uma unidade, n\u00e3o s\u00f3 no aspecto cultural ou racial, mas tamb\u00e9m pol\u00edtico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para a gera\u00e7\u00e3o que teorizou a descoloniza\u00e7\u00e3o da \u00c1frica, \u201cra\u00e7a\u201d foi um conceito norteador e forma, ent\u00e3o, um elo com o pan-africanismo, ainda que esse conceito fosse definido de formas diferentes por cada intelectual. Alexander Crummell, por exemplo, define ra\u00e7a como \u201c\u2026uma popula\u00e7\u00e3o compacta e homog\u00eanea de uma \u00fanica ascend\u00eancia e linhagem sangu\u00ednea\u2026\u201d<sup>2<\/sup>, conceito este que ir\u00e1 convergir com o que W. E. B. Du Bois vai apresentar, ainda que de forma menos articulada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-small-font-size wp-block-paragraph\">Como Du Bois, ele acreditava que \u201cas ra\u00e7as t\u00eam sua individualidade\u201d e que \u201ch\u00e1 certas tend\u00eancias, vistas por mais de duzentos anos em nossa popula\u00e7\u00e3o, que indicam propens\u00f5es estabelecidas e determinadas e mostram se n\u00e3o estou enganado, o destino das ra\u00e7as. (\u2026) o princ\u00edpio da ra\u00e7a \u00e9 uma das coisas mais persistentes na constitui\u00e7\u00e3o do homem.<sup>3<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda que Crummell n\u00e3o defendesse ou questionasse de forma expl\u00edcita o car\u00e1ter biol\u00f3gico da ra\u00e7a, para Appiah,<sup>4<\/sup> ele possu\u00eda o pressuposto de que \u201cexistem ra\u00e7as e que ser membro de uma ra\u00e7a implica em certos tra\u00e7os e inclina\u00e7\u00f5es\u201d, e que&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-small-font-size wp-block-paragraph\">\u201csua no\u00e7\u00e3o de ra\u00e7a \u00e9 mais pensada do que sentida. Crummell defendia, tamb\u00e9m, que os povos africanos \u2013 os negros \u2013 possu\u00edam um destino comum, justamente por pertencerem a essa \u00fanica ra\u00e7a. Desta forma, Crummell inaugura o discurso pan-africanista. \u201cEra ele que pensava o povo no da \u00c1frica (\u2026) como sendo \u00fanico povo, a ser concebido, (\u2026), em certo sentido com uma unidade pol\u00edtica natural. Esse \u00e9 o pressuposto fundamental do pan-africanismo.\u201d<sup>5<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A problem\u00e1tica dos pan-africanistas era: o que fazer com a quest\u00e3o da ra\u00e7a? O que unia os pan-africanistas era sua ancestralidade africana, portanto, a ra\u00e7a como conceito norteador era inevit\u00e1vel. Aggrey, buscando resolver a quest\u00e3o da ra\u00e7a, encontra uma solu\u00e7\u00e3o em&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-small-font-size wp-block-paragraph\">uma ret\u00f3rica colabora\u00e7\u00e3o racial (branca e negra), acompanhada de uma \u00eanfase na totalidade do continente africano (ou ao menos na por\u00e7\u00e3o sul- saariana) como recorte identit\u00e1rio e pol\u00edtico e na conseq\u00fcente solidariedade com a popula\u00e7\u00e3o negra da di\u00e1spora.<sup>6<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para ele, a independ\u00eancia deve ser de todo continente, e n\u00e3o de cada territ\u00f3rio colonial, pois ansiava em \u201cver a \u00c1frica dentro da irmandade das na\u00e7\u00f5es\u201d. Essa foi uma postura tamb\u00e9m defendida por Nkrumah.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em contraposi\u00e7\u00e3o \u00e0 Jammes Aggrey, estava Marcus Garvey. Outro autor fundamental, tido como um dos pais do pan-africanismo, Garvey promovia a defesa de uma \u00c1frica para os africanos. Garvey funda uma organiza\u00e7\u00e3o cujos objetivos eram&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-small-font-size wp-block-paragraph\">fortalecer a fraternidade entre as ra\u00e7as; promover orgulho racial e recuperar os preju\u00edzos sofridos pelos africanos e seus descendentes; promover o culto crist\u00e3o consciente entre as \u2018tribos nativas da \u00c1frica\u2019 servindo para \u2018civilizar tribos atrasadas\u2019 do continente; estabelecer facilidades educacionais, comerciais e industriais para o desenvolvimento do continente dos negros da di\u00e1spora.<sup>7<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A solu\u00e7\u00e3o de Garvey para o problema racial era a distin\u00e7\u00e3o entre as ra\u00e7as e um territ\u00f3rio exclusivo para cada uma delas. Essa proposta gerou um grande \u201cconfronto\u201d entre muitos afro-americanos, inclusive com Du Bois.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Muryatan Barbosa,&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-small-font-size wp-block-paragraph\">ele n\u00e3o queria dizer que todos os negros americanos deveriam realizar este regresso \u2013 pelo menos, n\u00e3o em curto prazo \u2013, mas que alguns deles, em especial aqueles que possu\u00edssem conhecimentos t\u00e9cnicos modernos, deveriam faz\u00ea-lo, em prol do desenvolvimento do continente e de si mesmos.<sup>8<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Felipe Paiva,<sup>9<\/sup> havia certa ironia nas id\u00e9ias garveyanas que residia no fato dos americanos sulistas o apoiarem. Esse apoio n\u00e3o se devia ao fato desses americanos serem a favor da independ\u00eancia do provo negro, mas sim porque queriam livrar-se dos negros presentes no sul do pa\u00eds. A defesa de Garvey \u00e0 separa\u00e7\u00e3o racial e \u00e0 um territ\u00f3rio dos negros, refor\u00e7aram esse apoio.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"500\" height=\"400\" src=\"http:\/\/localhost\/portal-tcn\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Kwame-Nkrumah-Mausoleu-500x400-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-209\" srcset=\"http:\/\/www.mast.br\/portaltcn\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Kwame-Nkrumah-Mausoleu-500x400-1.jpg 500w, http:\/\/www.mast.br\/portaltcn\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Kwame-Nkrumah-Mausoleu-500x400-1-300x240.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Mausol\u00e9u de Kwame Nkrumah fonte: https:\/\/www.allinghana.org\/index.php\/2018\/10\/26\/kwame-nkrumah-mausoleum\/<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Havia uma diferen\u00e7a crucial entre Aggrey e Garvey: ao contr\u00e1rio de Garvey, Aggrey era africano; Garvey, um negro proveniente da di\u00e1spora e que nunca pisou no territ\u00f3rio africano, o qual reivindicava para si.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Nkrumah, a luta dos negros da di\u00e1spora e dos africanos \u00e9 \u201cessencialmente a mesma, uma luta de morte contra a opress\u00e3o, o racismo e a explora\u00e7\u00e3o.\u201d<sup>10<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A defini\u00e7\u00e3o conceitual de pan-africanismo de Nkrumah \u2013 o que o tornou um expoente \u2013 de entender a \u00c1frica como seu pa\u00eds e da defesa da coopera\u00e7\u00e3o inter-racial, foram caracter\u00edsticas ecoadas de Aggrey. Nkrumah possu\u00eda todos os elementos que fizeram de Aggrey famoso \u00e0 sua \u00e9poca: a colabora\u00e7\u00e3o, o tom teol\u00f3gico e o \u00edmpeto independentista.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-small-font-size wp-block-paragraph\">Cremos na igualdade das ra\u00e7as. Cremos na liberdade dos povos de todas as ra\u00e7as. Cremos na coopera\u00e7\u00e3o. [\u2026], n\u00e3o estamos lutando contra uma ra\u00e7a, cor ou credo. Estamos lutando contra um sistema\u201d. Para superar esse sistema colonial era preciso \u201caprender a viver juntos\u201d, pois \u201cDeus nos fez iguais\u201d<sup>11<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Nkrumah, Aggrey defendia o \u201cnacionalismo africano\u201d e Garvey o \u201cnacionalismo negro\u201d.&nbsp; Ainda que Nkrumah defendesse a nacionalidade africana pelo pertencimento territorial, assim como Aggrey, \u201cem muitos momentos da obra nkrumaniana \u00e9 a ra\u00e7a, e n\u00e3o o pertencimento territorial, que compassa o pan-africanismo\u201d, afirma Paiva.<sup>12<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante sua forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, Nkrumah se deparou com diversos autores, mas \u00e9 categ\u00f3rico ao afirmar que Garvey foi fundamental para o seu engajamento no ideal de liberta\u00e7\u00e3o e da unidade africana. Entretanto, em um dado momento, Nkrumah tenta afastar a constru\u00e7\u00e3o de seu discurso de Garvey. De acordo com Paiva<sup>13<\/sup>, \u201cno escrito de Nkrumah <em>Africa Must Unite!\u201d<\/em>&nbsp; \u00e9 \u201cquase absoluta a aus\u00eancia de Marcus Garvey\u201d. No \u00fanico momento em que \u00e9 citado \u00e9, entretanto, de forma relevante: \u201cUma importante contribui\u00e7\u00e3o ao nacionalismo africano e ao pan-africanismo foi o movimento <em>Back to Africa <\/em>de Marcus Garvey.\u201d<sup>14<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nkrumah, ent\u00e3o, vai descrevendo o que considera mais importante na hist\u00f3ria do movimento pan-africanista, cita os diversos congressos realizados por Du Bois, at\u00e9 chegar ao maior evento: o congresso de Manchester, o qual ele realizou, onde foi definido m\u00e9todos para a realiza\u00e7\u00e3o da independ\u00eancia africana.\u201cEm lugar de um movimento bastante nebuloso, vagamente intencionado no nacionalismo negro, o movimento pan-africano se convertera em uma express\u00e3o do nacionalismo africano\u201d .<sup>15<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">*Thereza Correa de Oliveira \u00e9 graduanda de Hist\u00f3ria pela Universidade Federal Fluminense (UFF)<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">1.&nbsp;PAIVA, 2019, pp. 132<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">2.<em>APUD. <\/em>APPIAH, 1997, pp. 29<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">3.APPIAH, 1997, pp. 29<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">4.1997<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">5.<strong>APPIAH, 1997, pp. 24<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">6.PAIVA, 2019, pp. 135<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">7.PAIVA, 2019, pp. 187<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">8.BARBOSA, 2012, pp. 138<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">9.2019, pp. 188<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">10.&nbsp;<em>APUD. <\/em>PAIVA, 2019, pp. 136<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">11.<em>APUD. <\/em>PAIVA, 2019, pp. 144<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">12.2019, pp. 145<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">13.2019, pp. 193<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">14.APUD. PAIVA, 2019, 194<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">15.&nbsp;PAIVA, 2019,pp. 194<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">APPIAH, Kwame Anthony. A inven\u00e7\u00e3o da \u00c1frica.&nbsp;<em>In______<\/em>. Na casa de meu pai: A \u00c1frica na filosofia da cultura. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997. cap. 1, p. 19-51.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">BARBOSA, M. Pan-africanismo e teoria social: uma heran\u00e7a cr\u00edtica.&nbsp;\u00c1frica, n. 31-32, p. 135-155, 20 dez. 2012.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">FAGE, John D. A independ\u00eancia em Resumo. <em>In<\/em>:_____. Hist\u00f3ria da \u00c1frica. Lisboa: Edi\u00e7\u00f5es 70, 2001. cap. 17, p. 477-508.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">PAIVA, Felipe. Semente. <em>In<\/em>:_____. A Biblioteca do Selvagem: Leitura e Revolu\u00e7\u00e3o na \u00c1frica. Tese (Doutorado em Hist\u00f3ria) \u2013 Universidade Federal Fluminense, Niter\u00f3i, 2019. f. 267.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Thereza Correa de Oliveira Kwame Nkrumah foi um dos grandes expoentes do pan-africanismo no s\u00e9culo XX. Gan\u00eas, nascido em 1909, foi um grande revolucion\u00e1rio e personagem principal na hist\u00f3ria de seu pa\u00eds, vindo at\u00e9 mesmo a se tornar presidente de Gana, em 1960. Tendo iniciado sua forma\u00e7\u00e3o na escola de Achimota, fundamental para sua forma\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":207,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-206","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.mast.br\/portaltcn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/206","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.mast.br\/portaltcn\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.mast.br\/portaltcn\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.mast.br\/portaltcn\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.mast.br\/portaltcn\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=206"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/www.mast.br\/portaltcn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/206\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":378,"href":"http:\/\/www.mast.br\/portaltcn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/206\/revisions\/378"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.mast.br\/portaltcn\/wp-json\/wp\/v2\/media\/207"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.mast.br\/portaltcn\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=206"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.mast.br\/portaltcn\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=206"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.mast.br\/portaltcn\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=206"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}