{"id":292,"date":"2018-04-03T10:36:16","date_gmt":"2018-04-03T13:36:16","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost\/portal-tcn\/?p=292"},"modified":"2023-02-15T13:06:47","modified_gmt":"2023-02-15T16:06:47","slug":"ciranda-de-paraty-1976-1986","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.mast.br\/portaltcn\/ciranda-de-paraty-1976-1986\/","title":{"rendered":"Ciranda de Paraty, 1976-1986"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\"><strong>Bruno Tavares<\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em Cantos do Folclore Fluminense (1986), C\u00e1scia Frade apresenta seu trabalho de coleta de registros das manifesta\u00e7\u00f5es da comunidade de Tarituba, distrito rural de Paraty, recolhidos entre 1975 e 1984. Na introdu\u00e7\u00e3o do texto Vamos indo na ciranda a pesquisadora aponta a principal atividade que forja a identidade social de seus moradores; a pesca. S\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es materiais de produ\u00e7\u00e3o da subsist\u00eancia que est\u00e3o no centro da vida social desta comunidade. Contudo, a pesquisadora percebe tamb\u00e9m que esta identidade de pescador \u00e9 insepar\u00e1vel da pr\u00e1tica do \u201cartista que faz canoas e remos, que tece e remenda redes, que sabe os segredos do mar (\u2026) apreciador de boa pinga e conhecedor da Ciranda\u201d (1986, p. 67). Este \u00e9 o patrim\u00f4nio imaterial do taritubense, um precursor ainda n\u00e3o denominado, ou assumido, do cai\u00e7ara na regi\u00e3o rural de Paraty. Podemos notar no texto da folclorista que o folguedo \u00e9 parte do conjunto cultural das pr\u00e1ticas sociais da vida local. Ela n\u00e3o separa o \u201cespirito\u201d do \u201ctrabalho\u201d, como faz certo viajante setecentista citado por Sergio Buarque de Hollanda, para quem \u201cse os homens se ajudam uns aos outros [\u2026] fazem-no mais animados do espirito da caninha do que do amor ao trabalho\u201d. (Hollanda, 1969, p. 60. Grifo do autor). Por outro lado, Cassia Frade n\u00e3o faz men\u00e7\u00e3o ao aspecto da lavoura tradicional de milho e mandioca como parte do mutir\u00e3o de ajuda mutua caracter\u00edstico da economia de subsist\u00eancia destas&nbsp; comunidades caboclas citadas por Hollanda. A palavra ro\u00e7a aparece como sin\u00f4nimo de espa\u00e7o rural. E nas refer\u00eancias retiradas das letras de can\u00e7\u00f5es fala-se em trabalhar na fazenda como uma forma de emprego remunerado. Na ciranda Cana-verde, a letra diz \u201cpegue o caminho da ro\u00e7a\/ vamos todos trabalhar\u201d (1986, p. 94). Contudo, a refer\u00eancia ao bailado indica que esta \u00e9 uma forma de quadrilha francesa, dan\u00e7ada com uma figura\u00e7\u00e3o coletiva em fila, que a autora atribui a influ\u00eancias introduzidas no tempo da miss\u00e3o cultural promovida por D. Jo\u00e3o VI. No valsado de pares fixos, que se dan\u00e7a com casais formando um c\u00edrculo, chamado Cab\u00f4co v\u00e9io, a letra anotada fala \u201cempreguei numa fazenda pra acaba de me cri\u00e1\/ o dono dessa fazenda me tratou um pouco m\u00e1\u201d (IDEM, p. 98). Este ser tratado mal vem descrito como um regime alimentar insuficiente, que o trabalhador campon\u00eas receberia de seu empregador \u201cde manh\u00e3 caf\u00e9 sem doce\/ de tarde mingau sem s\u00e1r\/ comendo farinha seca\/ com costela de gamb\u00e1\u201d (IDEM). Uma vida sem fartura \u00e9 o contr\u00e1rio do bem viver.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"404\" src=\"http:\/\/localhost\/portal-tcn\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Territorio-da-populacao-caicara_detalhe-de-Tarituba-1024x404.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-294\" srcset=\"http:\/\/www.mast.br\/portaltcn\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Territorio-da-populacao-caicara_detalhe-de-Tarituba-1024x404.jpg 1024w, http:\/\/www.mast.br\/portaltcn\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Territorio-da-populacao-caicara_detalhe-de-Tarituba-300x118.jpg 300w, http:\/\/www.mast.br\/portaltcn\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Territorio-da-populacao-caicara_detalhe-de-Tarituba-768x303.jpg 768w, http:\/\/www.mast.br\/portaltcn\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Territorio-da-populacao-caicara_detalhe-de-Tarituba.jpg 1062w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta caracter\u00edstica indica o car\u00e1ter comum de campon\u00eas e pescador desse cai\u00e7ara do litoral. A mesa farta \u00e9 uma partilha da vida comunit\u00e1ria. Uma das pr\u00e1ticas comuns ao mutir\u00e3o de ajuda m\u00fatua, com sua festa de canto, dan\u00e7a e brincadeira. N\u00f3s dan\u00e7a quando quer uma brincadeira, cisma de fazer uma brincadeira. A\u00ed dan\u00e7a uma roda de Catert\u00ea e muita miudeza. Nas festas a gente dan\u00e7a pra animar, pra dar aquela anima\u00e7\u00e3o no pessoal. J\u00e1 dan\u00e7amos em Paraty, Angra, Rio de Janeiro. (Seu Chiquinho, depoimento transcrito em; Frade, 1986, p. 70). Seu Chiquinho, \u00e0 \u00e9poca do lan\u00e7amento do livro com oitenta anos de idade, \u00e9 o nome pr\u00f3prio sobre o qual repousa o retrato deste \u201ctaritubense\u201d. Nascido em 1906, seu Chiquinho canta seu nome no documento sonoro Ciranda de Paraty (1976), al\u00e9m de sero \u00fanico a aparecer nos cr\u00e9ditos da contracapa como int\u00e9rprete musical, ou solista: Francisco Jos\u00e9 de Bulh\u00f5es (\u201cseu\u201d Chiquinho). O disco foi gravado no Museu do Folclore no Rio de Janeiro em 06\/12\/1975 e publicado em 1976, dez anos antes do livro. Este documento \u00e9 hoje uma fonte complementar \u00e0s anota\u00e7\u00f5es reproduzindo partituras, desenhos coreogr\u00e1ficos e letras de cirandas realizadas pela pesquisa de C\u00e1scia Frade e sua equipe, entre 1975 e 1985. Seu Chiquinho \u00e9 o artista popular indicado pela autora como um dos \u00faltimos mestres desta tradi\u00e7\u00e3o \u201cque re\u00fane qualidades de m\u00fasico e poeta, (\u2026) em parte devido \u00e0 descaracteriza\u00e7\u00e3o dessa faixa de litoral a partir da constru\u00e7\u00e3o da estrada Rio-Santos\u201d (1986, p. 69).&nbsp;&nbsp;O interessante do documento sonoro de 1976 \u00e9 o deslocamento situacional do&nbsp;registro. O que aponta para uma quest\u00e3o carater\u00edstica da documenta\u00e7\u00e3o sonora. Como&nbsp;ela foi gravada? Isto porque durante a brincadeira Seu Chiquinho dialoga oralmente&nbsp;com a situa\u00e7\u00e3o em que est\u00e1 se dando a ciranda. No disco ele canta, improvisando versos&nbsp;sobre os temas musicais, intencionalmente para deixar sua voz registrada. Estes versos&nbsp;n\u00e3o aparecem nos registros escritos do livro de 1986, indicando que a situa\u00e7\u00e3o de coleta&nbsp;\u00e9 diferente. Mudou a situa\u00e7\u00e3o, mudaram os versos. Seu Chiquinho no disco canta em&nbsp;uma situa\u00e7\u00e3o institucional, um museu. N\u00e3o \u00e9 um baile, o cantador enfrenta uma equipe&nbsp;de grava\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia Nacional. Numa sala onde a audi\u00eancia n\u00e3o participa da&nbsp;brincadeira. O grupo de Tarituba encontra-se em uma situa\u00e7\u00e3o documental organizada&nbsp;por pesquisadores, t\u00e9cnicos e agentes do Estado.&nbsp;A Chiba-Cateret\u00ea \u00e9 uma abertura ritual do baile de ciranda, conforme explica a&nbsp;introdu\u00e7\u00e3o ao registro escrito dos versos no livro de 1986. Cassia Frade escreve seus&nbsp;versos de abertura: \u201cAi bendito e louvado seja\/ Ai bendito seja louvado\/ Por isso mo\u00e7o&nbsp;que n\u00e3o tem amor\/ H\u00e1 de viver apaixonado\u201d (1986, p. 72). E no descante, trecho onde&nbsp;os dan\u00e7adores ficam no lugar sapateando e esperando que a cantoria acabe para&nbsp;recome\u00e7ar a coreografia, est\u00e1 escrito \u201cOs senhores dan\u00e7ad\u00f4\/ Acerte o sapateado\/&nbsp;Senhora dona fulana\/ Foi feita sua vontade\u201d (1986, p. 73). Embora o texto aponte para&nbsp;o di\u00e1logo entre o cantador e os componentes da brincadeira, a autora anota a&nbsp;impessoalidade de dona fulana e senhores dan\u00e7ad\u00f4 como express\u00e3o formal desta&nbsp;rela\u00e7\u00e3o. Esta forma pretende expressar uma generaliza\u00e7\u00e3o da representa\u00e7\u00e3o. O que&nbsp;dificilmente ocorreria no baile, uma vez que abstrai a a\u00e7\u00e3o dial\u00f3gica de seu car\u00e1ter&nbsp;diacr\u00f3nico, situacional. Sugerindo que a forma folcl\u00f3rica possui estrutura fixa gen\u00e9rica,&nbsp;adapt\u00e1vel. Uma ideia abstrata. O que \u00e9 uma maneira de representa\u00e7\u00e3o na linguagem do&nbsp;folclorista, mas n\u00e3o um fato social na hist\u00f3ria da festa comunit\u00e1ria.&nbsp;As no\u00e7\u00f5es de tempo e espa\u00e7o est\u00e3o sempre em presen\u00e7a no tema, na perspectiva&nbsp;do cantador, no andamento da m\u00fasica, nos versos e na sequ\u00eancia do baile. O que&nbsp;prevalece \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o dial\u00f3gica entre a t\u00e9cnica de condu\u00e7\u00e3o do mestre e a circunst\u00e2ncia&nbsp;geral da situa\u00e7\u00e3o festiva. O cantador leva a brincadeira, mas a audi\u00eancia comunica a&nbsp;temperatura, a emo\u00e7\u00e3o, a anima\u00e7\u00e3o. Cantador, dan\u00e7adores e m\u00fasicos respondem com&nbsp;palavras, gestos e sons. Mas que di\u00e1logo se estabelece durante o registro de um em&nbsp;disco realizado no interior de um museu federal? Uma voz para a posteridade. A voz de&nbsp;Seu Chiquinho, e o som de seus acompanhantes, estabelece um di\u00e1logo com a hist\u00f3ria&nbsp;brasileira. De fato, uma rela\u00e7\u00e3o diferente com a alteridade aparece, por exemplo, atrav\u00e9s&nbsp;dos versos de Cab\u00f4co v\u00e9io, quando Seu Chiquinho canta na grava\u00e7\u00e3o em di\u00e1logo com a&nbsp;Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro (CDFB). \u201cEu vou pro Rio de janeiro\/ Quem&nbsp;quiser que me acompanhe\/ Cab\u00f4co v\u00e9io quem quiser que me acompanhe\/ Eu vou partir&nbsp;agora quero florir na Campanha\u201d (Faixa 2, Lado A, transcri\u00e7\u00e3o minha).&nbsp;Isto demonstra que o artista sabe, assim como indicou Didi-Huberman (2011)&nbsp;sobre o projeto ret\u00f3rico de hist\u00f3ria da arte de Giorgio Vasari, que seu ouvinte deve ser&nbsp;considerado como um interlocutor social a ser conquistado. Seu Chiquinho est\u00e1 consciente de onde est\u00e1 pisando ao cantar no Museu do Folclore. O Instituto Nacional do Folclore era uma institui\u00e7\u00e3o dirigida em 1976 por Lucy Geisel, filha do Presidente da&nbsp;Rep\u00fablica, que pela constitui\u00e7\u00e3o de 1967 deixara de ser dos Estados Unidos do Brasil,&nbsp;General Ernesto Geisel. Em um contexto de disputa de terras, onde Seu Chiquinho e setenta e cinco fam\u00edlias de Tarituba estavam amea\u00e7ados de remo\u00e7\u00e3o pelos projetos tur\u00edsticos do governo na regi\u00e3o. O cantador era um agente ativo na defesa da vida comum. Estava ali para dar seu recado, mostrar seu valor, comunicar seu nome, sua hist\u00f3ria atrav\u00e9s da arte. E quer falar disso para todo o Brasil e quem o representa no poder naquele momento.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/localhost\/portal-tcn\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Ciranda-Paraty-rotulo-A-768x586-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-293\" width=\"471\" height=\"359\" srcset=\"http:\/\/www.mast.br\/portaltcn\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Ciranda-Paraty-rotulo-A-768x586-1.jpg 768w, http:\/\/www.mast.br\/portaltcn\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/Ciranda-Paraty-rotulo-A-768x586-1-300x229.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 471px) 100vw, 471px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na abertura da Chiba-catert\u00ea ele louva a participa\u00e7\u00e3o de \u201cnossa terra natal\/ Ai&nbsp;trabalhando com coragem\/ Pelo progresso do Brasil\u201d (Faixa 1, Lado A, transcri\u00e7\u00e3o&nbsp;minha). Corroborando com a ideia de Secord (2004) de que periodicidade nas trocas simb\u00f3licas modifica a recep\u00e7\u00e3o e as respostas do saber local ao global, Seu Chiquinho&nbsp;dialoga na abertura da grava\u00e7\u00e3o do disco Ciranda de Paraty com o progresso do Brasil.&nbsp;Prop\u00f5e a inclus\u00e3o de sua terra na empreitada corajosa de trabalhar pela na\u00e7\u00e3o. Seu pa\u00eds&nbsp;representa aqui uma sociedade englobante. E seus valores s\u00e3o exaltados como fator de&nbsp;identidade. \u201cSe amanh\u00e3 perguntarem\/ quem foi que cantou aqui\/ diga que foi o Chiquinho\/ trabalhador do Brasil\u201d (Faixa 1, Lado A, transcri\u00e7\u00e3o minha). Mas seu&nbsp;interlocutor na abertura da Chiba-catert\u00ea n\u00e3o \u00e9 o \u201cmo\u00e7o que n\u00e3o tem amor\u201d (1986, p.&nbsp;72). S\u00e3o \u201cA nossa marinha de guerra\/ A nossa avia\u00e7\u00e3o\u201d (Faixa 1, Lado A, transcri\u00e7\u00e3o&nbsp;minha). A presen\u00e7a destas duas armas rima com \u201cenricar nossa na\u00e7\u00e3o\u201d (IDEM).&nbsp;H\u00e1 uma trama de discursos entrela\u00e7ados nesta narrativa cantada. E uma&nbsp;realidade subjacente. A constru\u00e7\u00e3o da estrada Rio-Santos e suas implica\u00e7\u00f5es sociais para todos naquela regi\u00e3o. O que este disco significa para quem vivia em Tarituba era uma chance de n\u00e3o desaparecer da hist\u00f3ria. \u201cAgora sim fica gravado o nosso nome na hist\u00f3ria\u201d (Faixa 1, Lado A, transcri\u00e7\u00e3o minha). Por isso, no descante, que explica a trama do bailado e prepara a pr\u00f3xima dan\u00e7a, Seu Chiquinho diz que \u201cO povo de Tarituba\/ Aqui veio com prazer\/ Dan\u00e7ar no Rio de Janeiro\/ O nosso Catert\u00ea\u201d (IDEM). No canto entoado por Seu Chiquinho \u00e9 a mem\u00f3ria do povo de Tarituba que fica gravada na hist\u00f3ria. Essa mem\u00f3ria prop\u00f5e naquele contexto uma origem e uma transforma\u00e7\u00e3o. Um artista local quer legitimar seu direito de cidadania na nova ordem social nacional. A idealiza\u00e7\u00e3o do artista popular abstrato, muitas vezes uma idealiza\u00e7\u00e3o constru\u00edda pela pesquisa folcl\u00f3rica, permitiu o lugar de fala de Seu Chiquinho naquele exato momento hist\u00f3rico. Se u canto d\u00e1 uma resposta pragm\u00e1tica ao projeto de registro da Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro (CDFB). Utiliza a situa\u00e7\u00e3o para demandar ao Estado o reconhecimento da exist\u00eancia cultural de sua comunidade, para enfrentar os problemas contempor\u00e2neos vividos pela transforma\u00e7\u00e3o social de Tarituba.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bruno Tavares Em Cantos do Folclore Fluminense (1986), C\u00e1scia Frade apresenta seu trabalho de coleta de registros das manifesta\u00e7\u00f5es da comunidade de Tarituba, distrito rural de Paraty, recolhidos entre 1975 e 1984. 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