{"id":323,"date":"2018-02-28T05:44:04","date_gmt":"2018-02-28T08:44:04","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost\/portal-tcn\/?p=323"},"modified":"2023-02-15T13:05:56","modified_gmt":"2023-02-15T16:05:56","slug":"comissoes-cruls","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.mast.br\/portaltcn\/comissoes-cruls\/","title":{"rendered":"Comiss\u00f5es Cruls"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\"><strong>Bianca Mandarino da Costa Tib\u00farcio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/localhost\/portal-tcn\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/planalto.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-325\" width=\"297\" height=\"407\" srcset=\"http:\/\/www.mast.br\/portaltcn\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/planalto.png 480w, http:\/\/www.mast.br\/portaltcn\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/planalto-219x300.png 219w\" sizes=\"auto, (max-width: 297px) 100vw, 297px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Mapa do publicado no Atlas dos Itiner\u00e1rios, perfis longitudinais e da zona demarcada (1894)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No final do s\u00e9culo XIX, a rec\u00e9m-proclamada Rep\u00fablica possu\u00eda um pa\u00eds de grandes dimens\u00f5es, contudo os \u201cconhecimentos geogr\u00e1ficos a respeito desse territ\u00f3rio eram ainda lacunares e havia o sentimento generalizado da necessidade de maior integra\u00e7\u00e3o entre o litoral e o interior\u201d (VERGARA, 2010, p.35). A ideia de transfer\u00eancia da Capital Federal para o interior do territ\u00f3rio brasileiro n\u00e3o era nova. J\u00e1 no per\u00edodo da Monarquia, Francisco Adolfo Varnhagen (Visconde de Porto Seguro) ressaltava como os motivos para essa mudan\u00e7a a falta de seguran\u00e7a (vulnerabilidade de uma cidade mar\u00edtima, como era o caso do Rio de Janeiro), maior salubridade e a falta de integra\u00e7\u00e3o da Corte com as prov\u00edncias (VARNHAGEN apud VERGARA, 2006, p.914). Al\u00e9m disso, ainda havia a percep\u00e7\u00e3o da import\u00e2ncia de povoar o interior do territ\u00f3rio brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A instabilidade pol\u00edtica e a Revolta da Armada contribu\u00edram para que fossem criadas nos anos seguintes duas Comiss\u00f5es Cient\u00edficas, que possu\u00edram o astr\u00f4nomo Luiz Cruls como l\u00edder, para determinar e realizar estudos aprofundados da \u00e1rea onde seria constru\u00edda a Nova Capital Federal do Brasil. Nesse sentido, a primeira expedi\u00e7\u00e3o denominada Comiss\u00e3o Exploradora do Planalto Central do Brasil foi criada em 1892 e possu\u00edda por objetivo deveria delimitar, na regi\u00e3o do Planalto Central, a posi\u00e7\u00e3o astron\u00f4mica da \u00e1rea demarcada, mas tamb\u00e9m analisar sua hidrografia, condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, natureza do terreno e quando poss\u00edvel realizar estudos que julgassem necess\u00e1rios. Apesar dessas dificuldades e atrasos, os trabalhos foram conclu\u00eddos, mas havia ainda a necessidade de estudos mais detalhados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Logo, foi criada a segunda expedi\u00e7\u00e3o intitulada Comiss\u00e3o de Estudos da Nova Capital da Uni\u00e3o em 1894 que utilizou como base os estudos realizados na viagem anterior, e dento da \u00e1rea previamente demarcada, que era muito ampla, deveria analisar mais profundamente o melhor lugar para fixar a Nova Capital. Deveriam aprofundar os estudos que diziam respeito a salubridade do clima, a qualidade e quantidade das \u00e1guas e estudos de meios de transportes que fariam a liga\u00e7\u00e3o da Nova Capital e o litoral. A segunda Comiss\u00e3o, por\u00e9m foi marcada por escassez de verbas e seu final foi repleto de substitui\u00e7\u00f5es e exonera\u00e7\u00f5es de seus membros por isso seus trabalhos interrompidos.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"896\" height=\"618\" src=\"http:\/\/localhost\/portal-tcn\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/planalto2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-324\" srcset=\"http:\/\/www.mast.br\/portaltcn\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/planalto2.jpg 896w, http:\/\/www.mast.br\/portaltcn\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/planalto2-300x207.jpg 300w, http:\/\/www.mast.br\/portaltcn\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/planalto2-768x530.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 896px) 100vw, 896px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Membros da primeira Comiss\u00e3o Cruls. (CRULS, 1894a, p.8)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">PUBLICA\u00c7\u00d5ES QUE FORAM RESULTADO DAS PESQUISAS<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como resultados das pesquisas empreendidas pelas Comiss\u00f5es Cruls podemos enumerar o resumo publicado em julho de 1893 no Di\u00e1rio Oficial, texto esse que viria a ser publicado por inteiro no trabalho intitulado Relat\u00f3rio Parcial (1893). No seguinte, deu-se a publica\u00e7\u00e3o do texto completo, denominado Relat\u00f3rio da Comiss\u00e3o Explorado do Planalto Central do Brasil. Esse livro cont\u00e9m detalhadamente o trabalho realizado pela Comiss\u00e3o incluindo os diversos relat\u00f3rios dos membros do grupo incluindo tabelas e fotografias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda em 1894, a primeira Comiss\u00e3o publicou tamb\u00e9m o Atlas dos Itiner\u00e1rios, perfis longitudinais e da zona demarcada, livro composto por mapas de todos os itiner\u00e1rios percorridos e posi\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas de v\u00e1rias cidades. Vinculada a segunda Comiss\u00e3o encontra-se apenas a publica\u00e7\u00e3o denominada Relat\u00f3rio Parcial da Comiss\u00e3o de Estudos da Nova Capital da Uni\u00e3o (1896), nunca tendo sido publicado o relat\u00f3rio final.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A import\u00e2ncia das Comiss\u00f5es de Luiz Cruls ao Planalto Central \u00e9 ressaltada pela historiografia que tra\u00e7a uma rela\u00e7\u00e3o entre essas expedi\u00e7\u00f5es do s\u00e9culo XIX e o surgimento de Bras\u00edlia, em 1960. Segundo Vergara, especialmente o relat\u00f3rio final da primeira Comiss\u00e3o foi utilizado como \u201clivro de geografia ao longo da metade do s\u00e9culo XX\u201d, editado pela Cole\u00e7\u00e3o Brasiliense (VERGARA, 2010, p.46). Deve-se levar em considera\u00e7\u00e3o que a regi\u00e3o j\u00e1 havia sido visitada anteriormente por outros viajantes. Logo a Comiss\u00e3o n\u00e3o possu\u00eda \u201cum aspecto de descobrimento ou \u201cdesbravamento dos sert\u00f5es\u201d\u201d (VERGARA, 2010, p.45). Nesse sentido, os trabalhos realizados pela Comiss\u00e3o devem ser considerados como uma sistematiza\u00e7\u00e3o e classifica\u00e7\u00e3o da natureza seguindo padr\u00f5es cient\u00edficos, tendo em vista que a equipe era composta por especialistas de diferentes \u00e1reas (VERGARA, 2010, p.45-46).<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"445\" src=\"http:\/\/localhost\/portal-tcn\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/planalto2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-326\" srcset=\"http:\/\/www.mast.br\/portaltcn\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/planalto2.png 640w, http:\/\/www.mast.br\/portaltcn\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/planalto2-300x209.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Fotografia da primeira Comiss\u00e3o atravessando o Rio Areias (CRULS, 1894a, p.34)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"860\" height=\"593\" src=\"http:\/\/localhost\/portal-tcn\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/planalto4.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-327\" srcset=\"http:\/\/www.mast.br\/portaltcn\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/planalto4.png 860w, http:\/\/www.mast.br\/portaltcn\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/planalto4-300x207.png 300w, http:\/\/www.mast.br\/portaltcn\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/planalto4-768x530.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 860px) 100vw, 860px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Fotografia da primeira Comiss\u00e3o na Cachoeira do Rio Cass\u00fa (CRULS, 1894a, p.12)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-fe48e5de wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link wp-element-button\" href=\"http:\/\/portaltcn.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/franz_keller.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Baixe o artigo<\/a><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bianca Mandarino da Costa Tib\u00farcio No final do s\u00e9culo XIX, a rec\u00e9m-proclamada Rep\u00fablica possu\u00eda um pa\u00eds de grandes dimens\u00f5es, contudo os \u201cconhecimentos geogr\u00e1ficos a respeito desse territ\u00f3rio eram ainda lacunares e havia o sentimento generalizado da necessidade de maior integra\u00e7\u00e3o entre o litoral e o interior\u201d (VERGARA, 2010, p.35). 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