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Inaugurada a exposição Anna Bella Geiger - Local Da Ação

Mostra reúne 12 gravuras com temática relacionada à cartografia, que é recorrente em várias fases da produção da artista

  • Publicado: Quarta, 24 de Outubro de 2018, 16h40
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O Salão Nobre Nobre do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST) inaugurou ontem a mostra individual Anna Bella Geiger - Local da Ação. A exposição reúne 12 gravuras com temática relacionada à cartografia, que é recorrente em várias fases da produção da artista, além de também ser um tema bastante caro à Geofísica, um dos tripés da área de atuação do Observatório Nacional.

"A função do museu é comover e nada melhor do que a arte para fazer isso. E uma arte que dialoga com a ciência. É uma grande honra para o MAST receber a querida amiga Anna Bella Geiger, que dá o privilégio aos amantes das ciências de apreciar o seu trabalho", diz Anelise Pacheco, Diretora do MAST.

Na mostra, Anna Bella Geiger mistura técnicas e sentimentos e o resultado é uma viagem à história do Brasil. São gravuras que remetem ao início da história do país, em que a artista retrata a costa brasileira cobiçada pelo mundo, a invasão de povos que disputavam o domínio territorial e ajudaram a formar as nossas raízes.

"O trabalho tem um caráter conceitual, no sentido onde prevalece a arte e o objeto. Tenho utilizado mais frequentemente duas representações: a de cartogramas de áreas contíguas -- os mapas topológicos -- e a projeção Mercator. Os territórios escolhidos são o Mundo (Mapa Mundi), a América Latina e o Brasil", afirma Anna Bella Geiger.

A exposição em cartaz no MAST exibe  obras que deram início à série, a exemplo de Local da Ação Nº1 e Nº11, produzidas entre 1979 e 1980, entre outras de realização mais recente. O conjunto de gravuras expostas tem um diálogo com pesquisas relacionadas ao MAST sobre cartografias e também com o acervo da exposição permanente Olhar o Céu, Medir a Terra, com mapas e instrumentos científicos.

Em seu texto sobre a mostra, Anna Bella Geiger informa que toma por base os "ingredientes" comuns a todos os mapas, como projeção, escala e generalização para elaborar suas gravuras. No entanto, o significado da obra é diferente da observação comum aos mapas porque ela interfere deliberadamente nos traçados com distorções e inserções de textos.

Uma das mais produtivas e prestigiadas artistas visuais do país, esta criadora carioca - discípula da gravadora Fayga Ostrower (1920-2001) e da historiadora Hanna Levy-Deinhard (1912-1984) - tem alguns de seus trabalhos incorporados a importantes coleções internacionais, como as do MoMA (Nova York), do Centre Georges Pompidou (Paris), Getty Institute (Los Angeles), Tate Modern e Victoria and Albert Museum (Londres).



A mostra está em cartaz até o fim de janeiro de 2019 e o horário para a visitação é, de terça a sexta, das 9h às 17h; Sábado, das 14h às 19h; Domingos e feriados, das 14h às 18h.

Clique AQUI e confira as imagens da inauguração da mostra.

Sobre a artista:

Anna Bella Geiger nasceu no Rio de Janeiro em 1933. Graduada em Línguas Anglo-Germânicas na Faculdade Nacional de Filosofia (UFRJ). Ainda nos anos 50 estudou História da Arte e Sociologia da Arte com Hanna Levy-Deinhardt na New York University e na New School for Social Research. Participou da 1ª Exposição Nacional de Arte Abstrata em 1952 no Rio de Janeiro. Em 1962 ganhando, com sua obra abstrata, o Primér Premio Casa de las Americas, Havana, Cuba.

Tem exposto regularmente desde então, em exposições individuais e coletivas no Brasil e no Exterior, como em várias Bienais Internacionais de São Paulo, Veneza, Bienalle du Jeune (Paris, 1967),  II Bienal de Liverpool, 5 éme Biennale Internationale de Photographie, (Liège, 2000) e na Trienal Poligráfica de San Juan. Algumas coletivas como Artevida – Arte Política, MAM e Casa França-Brasil (Rio de Janeiro, 2014), América Latina 1960-2013, Fondation Cartier d’Art Contemporaine (Paris, 2013), La Idea de America Latina, CAAC (Sevilha, 2012), Vídeo Vintáge, Centre Pompidou (2012), Europália – A RUA - MUHKA (Antuérpia, 2011), COMO NOS MIRAM, CGAC (2011), Geopoéticas – 8ª Bienal do Mercosul (2011), Elles@Pompidou (Paris, 2009), Cartografias del deseo, Centro de Arte Reina Sofia (2000).

Exposição individual PROJECTIONS XXI, MoMA (NY, 1978). Seus trabalhos integram coleções como a do MoMA (Nova York), do Centre Georges Pompidou (Paris), Tate Modern e Victoria and Albert Museum (Londres), Getty Institute (Los Angeles), The FOGG Collection (Boston) entre outras. Publicou, com Fernando Cocchiarale, o livro Abstracionismo geométrico e informal (Funarte, 1987). Ensina no Higher Institute for Fine Arts (HISK), Ghent, Antuérpia e na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV), Rio de Janeiro.

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