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Memórias e Relatos do Museu Nacional

MAST prestou homenagem em solidariedade à instituição, com relatos de pesquisadores sobre as histórias e a importância do museu

  • Publicado: Segunda, 10 de Setembro de 2018, 10h44
  • Última atualização em Terça, 11 de Setembro de 2018, 12h01

Emoção e solidariedade marcaram a sessão do Cine Ciência, com o tema Memórias e Relatos do Museu Nacional, no mais recente Sábado no MAST, em 8 de setembro. No  evento mediado pelo astrônomo Eduardo Monfardini Penteado, da Coordenação de Educação em Ciências (COEDU), um público empático e atento acompanhou a projeção do documentário Conhecendo Museus: Museu Nacional, lotando o Auditório do Prédio Anexo. No vídeo enriquecido com imagens recentes do incêndio e dos escombros do Museu, a plateia constituída de crianças até pessoas da terceira idade relembrou a história do Meteorito Bendegó, que caiu em Monte Santo, na Bahia, em 1784, e só chegou ao Rio mais de um século depois, em 1888.

Os espectadores também puderam rever as coleções das salas de Paleontologia, com o esqueleto do Tiranossauro Rex de 14 metros; a Sala do Trono, com preciosidades, como a Taça-Cofre em bronze com tampa esculpida em coral marinho; a Sala das Múmias com a Cantora Egípcia e o Sacerdote Rori; o Departamento de Entomologia, com a coleção de insetos, a preferida da Imperatriz Leopoldina; e ainda as salas de Cultura Indígena e de Arqueologia Brasileira, onde estavam os fragmentos ósseos e a reconstrução artística da cabeça de Luzia, o hominídeo mais antigo encontrado nas Américas. Após a exibição, seguiram-se duas mesas de debates: uma com pesquisadores do Museu Nacional e outra com bolsistas e estagiários da instituição.

A primeira fala foi do ex-diretor do MN e professor Marcelo Carvalho, do Departamento de Geologia e Paleontologia, que, por sinal, é o mais antigo do Brasil. "Foi muito duro assistir a este vídeo e lembrar que acompanhei a luta diária dos diretores da Casa para conseguir recursos e manter o Museu. Agora, temos ido diariamente ao Museu, onde fazemos reuniões diárias", afirmou. Na sequência, a palavra seguiu com a educadora Andréa Costa, professora da Seção de Assistência ao Ensino (SAE), o mais antigo setor de educação museal do Brasil, criado em 1927 por Edgard Roquette Pinto, então diretor do Museu Nacional. "Estávamos olhando para a parte do 'copo vazio' do Museu, porque boa parte dos visitantes da Quinta da Boa Vista não entrava no Museu Nacional. Desenvolvemos projetos para levar as pessoas para dentro da Casa. Tenham certeza que nunca ignoramos a importância do patrimônio que estava sob a nossa responsabilidade", disse.

A terceira pesquisadora a dar seu depoimento foi a professora doutora Elizabeth Zucolotto, que é curadora da Meteorítica do Departamento de Geologia e Paleontologia do Museu. Com 40 anos no MN, da época de estagiária até a atuação como professora, ela contou que foi uma das primeiras a chegar ao Museu, na noite do incêndio, mas não conseguiu entrar no setor para retirar materiais do seu departamento. "Quando soube do incêndio, a primeira coisa que passou pela minha cabeça foi: 'Será que esqueci alguma coisa ligada'?", relatou Elizabeth. Em outro momento do debate, ela lembrou que havia uma comissão do Setor Administrativo que vistoriava todos os ambientes após o expediente, para verificar se havia equipamentos ligados, e deixava avisos adesivados nas mesas com um lembretes de atenção aos funcionários que esqueciam equipamentos ligados. Também contribuíram com tocantes depoimentos os pesquisadores da SAE Aline Miranda, Igor Rodrigues e Rafael Carvalho.

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